Invasão argentina

iG Minas Gerais |

As classificações antecipadas de Chile e Colômbia e a vitória, na bola e na raça, do Uruguai sobre a Inglaterra reafirmam as qualidades das seleções sul-americanas, ao contrário do que ocorre com os times. A maior razão é que quase todos os titulares das seleções atuam fora de seus países. Costa Rica, a grande surpresa do Mundial, não é da América do Sul, mas também é da América Latina. Por ser no Brasil, aumenta o número de torcedores sul-americanos na Copa. Todos, e mais os jogadores, se sentem em casa. Crescem o entusiasmo e as chances de vitória. Tenho uma antiga impressão de que os sul-americanos possuem mais gana, orgulho, de atuar por suas seleções do que os europeus. Uma das razões talvez seja pela maior pressão e maior apelo patriótico. Há também um oculto (ou claro) desejo de autoafirmação, de mostrar ao mundo que estamos atrasados em muitos aspectos, mas que, no futebol, somos mais apaixonados e melhores. Os argentinos invadiram Belo Horizonte. Contra a Bósnia, Sabella percebeu que é melhor jogar com três atacantes e que, se precisar reforçar a marcação contra grandes seleções, a solução é, em vez de três zagueiros, trocar um dos atacantes (Higuaín ou Agüero) por mais um armador pela direita, e formar, com os dois volantes e Di María, pela esquerda, uma linha de quatro no meio-campo. O volante Gago, que entrou no segundo tempo, apesar de ser lento e desarmar pouco, tem um ótimo, rápido e preciso passe. Isso facilita para Messi receber a bola, antes de ser atropelado pelo marcador. A Alemanha também joga hoje. A equipe tem um excelente meio-campo (Kroos é o melhor), mas os laterais são fracos (se Lahm atuar de volante), além de ter apenas um atacante veloz, finalizador e que entra muito na área (Müller). Özil e Götze são habilidosos, criativos, mas finalizam pouco.

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