Nosso lindo cartão-postal

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“Tenho a hotelaria no sangue e sou apaixonada por gente, por servir”
Leila Dumont/divulgação
“Tenho a hotelaria no sangue e sou apaixonada por gente, por servir”

Linda, simpática, inteligente, poderosa e ousada. Nossa minientrevistada é a super Érica Drumond, CEO da rede Vert Hotéis. Adoraríamos ser eternos hóspedes de Érica porque ninguém melhor que ela na arte de receber. E, além disso, sabe tudo de turismo e dos negócios sustentáveis do turismo. Já foi secretária de Estado nesta pasta, bem poderia ser ministra. Quem sabe!

 

Érica apresente-se ao nosso respeitável público...

Sou uma pessoa que tem a hotelaria no sangue e apaixonada por gente, por servir. Associada a essas características, a experiência de quatro anos no setor público – como secretária de Turismo do Estado de Minas Gerais – ampliou meus horizontes ao lidar em um setor com demandas diversas e sempre crescentes, muitas vezes maior que as condições do Estado para atender. Hoje, à frente da Vert Hotéis e em parceria com o Wyndham Hotel Group, a maior rede de hotéis do mundo, marcamos presença no mercado hoteleiro com um crescimento expressivo.

 

Agora, apresente a Vert Hotéis...

A Vert Hotéis surgiu há cerca de quatro anos, pelo momento aquecido do mercado, pela carência do segmento, e já se posiciona como destaque no setor hoteleiro. A empresa é uma administradora de hotéis focada na montagem e operação de empreendimentos hoteleiros sustentáveis que aposta no conceito de hotel verde –prioriza a preservação do meio ambiente, desde o planejamento, passando pelo projeto de arquitetura e construção, até seu funcionamento e operação –, promovendo o bem estar dos hóspedes, dos funcionários e da sociedade.

 

Onde os turistas e o público viajando a negócios encontram a Vert?

A Vert possui oito hotéis em operação nas cidades de Belo Horizonte, Lagoa Santa (a oito quilômetros do Aeroporto de Confins), São Paulo, Rio de Janeiro, Linhares e Americana. São eles: Ramada Airport Lagoa Santa (MG), Ramada Hotel & Suítes Jardins (SP), Ramada Hotel & Suítes Riocentro (RJ), Days Inn Linhares Hotel (ES), Ramada Hotel & Suítes Americana (SP), Ramada Encore Minascasa (MG), e.Suítes Sion (MG) e Ícone Expominas (MG). Em julho, teremos nosso primeiro hotel no destino mais famoso do Brasil, Copacabana.

 

Você considera estes hotéis como um segundo lar?

Sim, trabalhamos com o resgate da Hotelaria Essencial, para que as pessoas se sintam melhores, mais produtivas, e aproveitem a vida dentro e fora dos nossos hotéis. Para a Vert, a Hotelaria Essencial é bem-estar, conforto, atenção, segurança, conectividade e sustentabilidade, o que torna a estadia uma experiência única.

 

Quais as novas marcas, novas parcerias e atividades associadas ao crescimento da Vert Hotéis?

A Vert Hotéis possui três marcas próprias, além da parceria com o Wyndham Hotel Group para representar a marca Ramada no Brasil. Uma é a Sentidos, que trabalha com serviços completos, o full service, para empreendimentos em destinos paradisíacos, baseados em proporcionar as sensações que captamos em nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato, como o resort Sentido Ilha Bela, em São Paulo. A segunda é a e.Suítes, bandeira midscale da rede, ideal para quem procura apartamentos e suítes executivas com conforto e tecnologia, como o e.Suítes Sion. Por fim, há a Ícone, para atender a demanda por hotéis econômicos, como o Ícone Expominas. Da Wyndham, a Vert trouxe três segmentos da marca Ramada (Plaza, Resort, Hotéis e Suítes) e a Encore. A Vert ainda possui 30 contratos assinados para a administração de empreendimentos hoteleiros, ampliando sua atuação nos mercados já em operação e chegando fortemente no interior de São Paulo e nas cidades de Petrolina, Recife e Maceió. Esses novos investimentos somam, até 2018, R$ 736 milhões.

 

Passemos ao assunto do momento. Como estão os negócios durante a Copa do Mundo?

Belo Horizonte teve uma grata surpresa com a chegada de milhares de turistas à capital mineira. Essa imagem ficará para nós como legado. Os estrangeiros deixaram para se planejar de última hora e, por isso, na rede Vert Hotéis estamos com uma ocupação média em torno de 80%. O que esperamos é que o mercado hoteleiro, após a Copa, mantenha essa performance com o retorno do turismo de negócios, para não sermos afetados.

 

Você já foi secretária de Estado do Turismo, de Aécio Neves. Como vê o turismo em Minas atualmente e o que deveria ser feito para melhorá-lo, incentivá-lo?

Investimentos em infraestrutura precisam ser realizados, visando à melhoria de nossos portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, pois nenhuma outra área da economia depende tanto de transporte como o turismo.  Tanto o Brasil como Minas tem que ser capaz de aumentar os investimentos públicos e atrair os privados, além de medidas gerenciais mais eficientes para controlar os gastos, iniciativas planejadas de concessões de serviços e obras públicas e a implantação de parcerias para destravamos o gargalo logístico e, assim, alavancarmos nosso crescimento. Além disso, o Ministério do Turismo precisa focar no mercado internacional, pois temos hoje no Brasil o mesmo número de turistas que antes de sua criação, o que demonstra que o Ministério não focou ou não aproveitou a Copa que tanto custou para nós brasileiros.

 

E no Brasil que comemora seis milhões de turistas estrangeiros por ano, enquanto NY ou Paris, sozinhas, recebem mais de 70 milhões?

O Brasil não tem uma localização favorável em relação aos países do Primeiro Mundo e o deslocamento é uma das despesas mais caras na hora de se escolher o destino. Temos poucos voos, devido aos acordos bilaterais e o protecionismo do Governo. Além disso, não temos efetivamente grandes navios atrelando na costa brasileira e ainda temos uma deficiência na nossa estrutura portuária. Isso não se muda, a não ser por meio de investimentos e da divulgação de grandes produtos, como Fernando de Noronha ou o turismo ecológico para clientes especializados. Nova York e Paris estão inseridas nos grandes mercados e com grandes quantidades de voos. No entanto, acredito que a primeira medida seja fortalecer o Brasil como destino turístico, internamente, para a classe média.

 

Este é um caderno de cultura. É fácil relacionar turismo e cultura, não é?

A indústria do turismo se tornou uma das principais atividades econômicas, referência na geração de emprego e renda ao movimentar a economia de maneira bem peculiar e entrelaçar diversos atores. Entre eles está a cultura, considerada uma parceira. Ambos os segmentos se complementam, se conectam e se beneficiam, pois os viajantes buscam em seus destinos o entretenimento e atrações culturais para aproveitar sua estadia e até mesmo prolongar sua permanência.

 

Paulo Navarro com Sabrina Santos

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