Argentinos transformam BH em "Mi Buenos Aires querida"

Na Pampulha, Mais de 200 argentinos transformaram o clube da Associação Atlética Bemge em uma colônia de férias portenha

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

ESPORTES : BELO HORIZONTE - MG - OURO PRETO  . Acampamento de Argentinos em Bh .  

FOTOS: JOAO GODINHO / O TEMPO / 20.06.2014
JOAO GODINHO / O TEMPO
ESPORTES : BELO HORIZONTE - MG - OURO PRETO . Acampamento de Argentinos em Bh . FOTOS: JOAO GODINHO / O TEMPO / 20.06.2014

A onda argentina chegou a Belo Horizonte e está mais para tsunami do que marolinha. Os torcedores da alviceleste já estacionaram seus motorhomes na capital mineira e chegaram animados para o jogo contra o Irã, mas também para festas e paqueras. Muitos deles estão sem ingressos para o jogo, mas isso não importa tanto. O que vale é o cruzar o Brasil seguindo a Argentina, com a esperança de que estar na mesma cidade do jogo represente uma energia a mais ao jogadores que estarão dentro do campo.

No bairro Ouro Preto, na Pampulha, Mais de 200 argentinos transformaram o clube da Associação Atlética Bemge em uma colônia de férias portenha. O local virou uma área de camping, onde barracas e ônibus viraram suas casas e, o melhor, ainda têm direito a aproveitar as áreas de lazer do clube, como piscinas e quadras. No local há argentinos de Buenos Aires, Córdoba, Chaco que agora são vizinhos e mesmo se conhecendo hoje, confraternizam em grandes rodas de churrasco.

Kiko Kanela, 60, resolveu fazer dessa Copa, uma aventura familiar. Reuniu a esposa e os quatro filhos, colocou todos dentro de um Motorhome e seguiram para o Brasil. Estão há dez dias no País, estiveram no Rio de Janeiro, mesmo sem ingressos para o jogo no Maracanã, mas aqui no Mineirão conseguiram garantir entradas para todos. “Decidimos viver essa experiência e está espetacular. Tudo aqui é muito bonito e estamos impressionados com a hospitalidade do Brasileiro. Estamos sendo melhor recebidos do que somos quando viajamos pela própria Argentina”, daqui eles vão para Porto Alegre, onde dos seis integrantes da família. Apenas um conseguiu ingresso.

A rivalidade com o brasileiro parece mesmo ficar só no futebol. Sebastian Rabinowicz, 36, reuniu onze amigos de Rosário e seguiram para o Brasil em um ônibus com pinturas de Maradona e Pelé abraçados, além de um encontro amigável de caricaturas de Neymar e Messi. “É para mostrar que apesar da disputa dentro de campo, brasileiros e argentinos somos irmãos, representamos o mesmo continente. Os sul-americanos vão dominar essa copa”, disse.

Porém, na hora de botar para fora o grito da torcida, a provocação aos brasileiros é inevitável. “Que o Diego os driblou, que o Caniggia os derrubou, estão chorando desde a Itália até hoje”, dizia a tradução de uma das músicas cantadas no acampamento, em referência a Copa de 1990, quando a Argentina eliminou o Brasil nas oitavas de final com um gol do atacante Caniggia, após bela jogada de Diego Maradona. 

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