É 'algo natural', diz Aécio sobre aliança entre PSDB e PSB em SP

Na quinta-feira (19), Alckmin decidiu que será do partido de Eduardo Campos a vaga de vice em sua chapa na disputa à reeleição

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aécio pode ser beneficiado com um resultado negativo do Mundial
MARCELO D. SANTS
Aécio pode ser beneficiado com um resultado negativo do Mundial

O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) classificou o apoio do PSB à reeleição do governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), como algo "natural" e sem influência no planejamento de sua campanha.

Na quinta-feira (19), Alckmin decidiu que será do PSB a vaga de vice em sua chapa na disputa à reeleição. O acordo dá visibilidade a Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência pelo PSB.

"Tenho conversado com Geraldo quase que diariamente. Sempre disse a ele que, de minha parte, haveria total compreensão e até estímulo para que PSB participasse de sua eleição", disse Aécio. "Não há problema nenhum nisso. É natural, não altera em nada as perspectivas que temos para a eleição no Brasil".

Entre aliados tucanos prevalece a percepção de que a aliança poderia fragilizar a candidatura nacional do PSDB. Aécio, no entanto, argumentou que com Alckmin fortalecido "a candidatura do PSDB à Presidência da República também estará fortalecida". Disse estar confiante no envolvimento do PSDB de São Paulo em torno de sua candidatura.

"Gostaria de ter em todos os Estados brasileiros o conforto e a força que temos em São Paulo. Temos um governador altamente avaliado, um partido estruturado em todo o Estado, além de lideranças como Fernando Henrique e José Serra. Ninguém tem situação mais privilegiada do que nós em São Paulo", acrescentou Aécio.

CAMPANHA

Na manhã desta sexta-feira (20), o candidato tucano se reuniu na zona sul do Rio com os colaboradores escolhidos para integrar sua campanha. Ele apresentou seis coordenadores que vão ajudar a formular seu programa de governo nesta campanha eleitoral.

O poeta e jornalista Afonso Romano de Sant'Anna, que presidiu a Fundação Biblioteca Nacional de 1990 a 1996, ficará responsável pela área da cultura. Para "políticas sociais" foi escolhida Maria do Carmo Brant, doutora em Serviço Social pela PUC-SP e que foi, de 2000 a 2010, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

O sociólogo Cláudio Beato, que chefiou o Instituto de Criminologia da UFMG, coordenará a área de segurança pública, assim como a ex-secretária de Educação da gestão Serra em São Paulo, Maria Helena de Castro, que coordenará a área de mesmo nome.

O coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, ficará com a área denominada juventude. O deputado constituinte e primeiro presidente do instituto SOS Mata Atlântica, Fábio Feldman, cuidará de meio ambiente e sustentabilidade.

A fórmula criada por Aécio para passar credibilidade na formulação de seu programa de governo para a disputa presidencial prevê a mistura de nomes alinhados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao próprio Aécio e aos paulistas Geraldo Alckmin e José Serra.

Ainda que tenha apresentado apenas um nome como referência em seis áreas estratégicas, a ideia da campanha é que as estruturas sejam descentralizadas para evitar que existam especulações sobre ministeriáveis e também uma ligação direta à campanha de opiniões pessoais emitidas por seus colaboradores.

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