Viagem no tempo fascina turistas em Ouro Preto

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

Compras. As suecas Moa Terjesdotter e Erica Mikaelsson se divertem adquirindo produtos artesanais em Ouro Preto
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Compras. As suecas Moa Terjesdotter e Erica Mikaelsson se divertem adquirindo produtos artesanais em Ouro Preto

“É como voltar no tempo e caminhar pelo século XVIII. É uma cidade mágica”. Essa foi a sensação que Ouro Preto despertou no argentino Marcelo Rodriguez, 42, que veio torcer pela sua seleção na Copa do Mundo que joga neste sábado, em Belo Horizonte, mas estendeu a viagem até a cidade histórica para conhecer os casarões e igrejas que formam o Patrimônio Cultural da Humanidade reconhecido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Junto com Rodriguez, outros milhares de estrangeiros escolheram Ouro Preto como um dos destinos visitados durante a Copa no Brasil.

Com um dos maiores acervos de arte barroca do mundo e imóveis centenários que testemunharam a evolução da principal cidade brasileira durante o ciclo do ouro, não há como Ouro Preto não despertar interesse em turistas que gostam de história. A sueca Moa Terjesdotter, 23, acompanha sua primeira Copa do Mundo, mesmo sem sua seleção na disputa. Ela conseguiu ingressos para acompanhar o jogo entre Bósnia e Irã, em Salvador, na próxima quarta-feira, mas antes fez questão de conhecer a cidade histórica. “Espetacular. Uma das mais belas cidades que já vi e um povo extremamente acolhedor”, contou, enquanto fazia compras na feirinha de artesanato.

Para a americana Kelsy Adkins, 24, o que mais ganhou sua admiração foram as igrejas. “Realmente não imaginava que a cidade era tão religiosa. São muitas catedrais e é legal ver como a Igreja Católica foi importante na formação histórica brasileira”, disse.

Mesmo quem conhece a cidade não perdeu a oportunidade de voltar. “Uma vez só é muito pouco para conhecer Ouro Preto. É tanta coisa para se conhecer e tanta história para aprender que é sempre bom voltar”, contou o argentino Eduardo Villalba, 41.

Além do patrimônio físico, o turista que visita Ouro Preto sai da cidade conhecendo melhor o que é ser mineiro. Berço da Incofidência, que firmou as características dos moradores do Estado, Ouro Preto é a cidade onde o jeito desconfiado, mas ao mesmo tempo acolhedor do mineiro, está mais visível.

Fila não incomoda Com um aumento na demanda de turistas querendo ir para Ouro Preto, e uma só empresa fazendo o trajeto, foi inevitável a formação de longas filas na rodoviária. Mesmo com o aumento da procura, não houve o colocação de ônibus extras. Empolgada para conhecer a cidade, o tempo gasto para comprar a passagem não foi considerado um problema para a portuguesa, Diana Guedes, 28. “O importante é conseguir a passagem, não vejo problema em passar um tempo na fila. Aliás, no geral, os serviços no Brasil estão muito bons. Há países desenvolvidos onde enfrentamos problemas muito maiores”, avaliou a turista.

Sem tradução Apesar de a placa que aponta para o balcão de informações turísticas da praça Tiradentes estar em português e em inglês, quem chega até ele tem que se virar para entender a língua local. O único atendente que à disposição dos turistas não falava outro idioma que não o português. O mesmo problema não havia entre os guias locais, espalhados pela praça. Mesmo não falando com a melhor das pronúncias, a comunicação com os turistas, pelo menos, estava garantida. No museu da Inconfidência, um dos mais importantes da cidade, a movimentação era intensa de estrangeiros, que contavam, no local, com placas em inglês e português.

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