Para avançar, zebra do Caribe ‘só’ precisa bater a Azzurra

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Italianos apostam na força do astro Balotelli (à esquerda) contra caribenhos
Carlos Moraes/Agencia O Dia
Italianos apostam na força do astro Balotelli (à esquerda) contra caribenhos

No chamado “grupo da morte” – formado por Uruguai, Inglaterra e Itália –, é a Costa Rica que pode se classificar com uma rodada de antecedência. No entanto, a tarefa dos costarriquenhos não é nada fácil. Para garantir presença nas oitavas de final, é preciso vencer a Itália, nesta sexta, às 13h, na Arena Pernambuco, no Recife. Embora também some três pontos na classificação, a Itália não pode se garantir automaticamente na fase seguinte com apenas um triunfo. Mas vencer a Costa Rica é um passo importante para a Azurra, que só ficaria fora com uma combinação de resultados na última rodada.

Depois de surpreenderem os uruguaios na rodada inicial, os jogadores da Costa Rica sabem bem o que fazer para triunfar novamente diante de uma equipe campeã do mundo. Parar Balotelli é o começo. “A presença do Balotelli representa muitas coisas. É um grande jogador. Com a bola, sabe as condições que tem, mostrou isso contra dois grandes zagueiros ingleses”, disse o volante Miguel Cubero, que pode jogar com a função de anular o camisa 9 da Itália.

Ciente da marcação especial que vai ter nesta sexta à tarde, Balotelli se diz pronto para ajudar a Itália mais uma vez. Na estreia, contra a Inglaterra, foi dele o gol da vitória por 2 a 1, em Manaus. Conhecido pela forte personalidade dentro e fora de campo, o atacante italiano surpreendeu na coletiva dada nessa quinta no local da partida. Egocêntrico ao extremo, Balotelli agora garante que a prioridade em 2014 não é ser artilheiro, mas ser campeão.

“Eu espero que seja a Copa da Itália e não a minha. Quero que o time ganhe. Não estou interessado em estar ao lado de grandes craques. Quero ganhar a Copa e não ser uma estrela”, disse o astro da Azurra, que emendou em seguida. “Quero continuar avançando na Copa. Quero fazer o máximo de gols, mas o importante é que o time avance”.

Se Balotelli está garantido, outros jogadores são dúvida. Por causa do desgaste na partida diante dos ingleses, na Arena da Amazônia, em Manaus, o técnico Cesare Prandelli pode mudar algumas peças. A ideia do treinador é ter força física máxima para não ter o risco de enfrentar o Uruguai como uma partida de vida ou morte.

Calor é arma contra europeus Depois de enfrentar a umidade de Manaus, a Itália vai ter pela frente o forte sol do Recife às 13h. É justamente o clima da cidade pernambucana uma das armas da Costa Rica. Bem mais acostumada com o calor e o sol, a equipe caribenha espera aproveitar um possível desgaste dos jogadores italianos. “O clima será pesado para as seleções da Europa. Para nós, é mais similar. Estamos mais acostumados ao sol, clima ‘caliente’. Não é segredo. Claro que o calor muda o jogo, é uma tática que temos que aproveitar”, avisou o meia Christian Bolaños. Com três pontos conquistados diante do Uruguai, a Costa Rica tenta repetir a façanha de 1990, quando venceu dois dos três jogos da primeira fase e avançou para as oitavas de final. Na época, estreante em Mundial, a Costa Rica caiu no grupo do Brasil.

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