PT terá convenção “enxuta”

Quatro oradores vão falar no encontro que vai ratificar o nome de Dilma Rousseff ao Planalto

iG Minas Gerais |

Comandantes. Convenção do PT amanhã terá, além de Dilma, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Lula entre os oradores
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula - 26.5.2014
Comandantes. Convenção do PT amanhã terá, além de Dilma, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Lula entre os oradores

Brasília. Este fim de semana será marcado por mais convenções nacionais e nos Estados. O encontro petista que vai oficializar o nome da presidente Dilma Rousseff como candidata à reeleição será enxuto e deve ter apenas quatro oradores neste sábado. Devem falar o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), o ex-presidente Lula e a própria Dilma.

A ideia é que a presidente possa iniciar sua fala por volta de meio-dia, a tempo de o evento receber cobertura na mídia impressa do dia seguinte, pois os jornais concluem suas edições mais cedo no sábado.

A convenção do PT está agendada para a casa de eventos Brasil 21, no centro de Brasília. Os partidos que pretendem lançar candidatos devem fazer suas convenções, conforme a Lei Eleitoral, entre 10 e 30 de junho.

O PT vai reeditar a chapa encabeçada por Dilma Rousseff e tendo o peemedebista Michel Temer como candidato a vice. O PMDB já oficializou a sua escolha em convenção própria, no último dia 10. No Brasil, as convenções partidárias são quase todas apenas para referendar algo já decidido anteriormente pelos dirigentes da legenda.

A convenção serve basicamente para captar imagens do candidato e de seus principais apoiadores fazendo discursos. O material é depois utilizado na propaganda eleitoral. A cenografia e a direção de marketing do evento ficarão a cargo de João Santana, contratado do PT que fez as campanhas presidenciais da reeleição de Lula, em 2006, e da vitória de Dilma, em 2010.

Dilma deve reforçar o discurso de que será a candidata mais preparada para fazer o Brasil “continuar mudando”, uma forma de responder ao desejo de mais de 70% dos eleitores por uma forma diferente de governar.

PR. Neste sábado também haverá convenção do PR, mas o partido tende a adiar para o fim do mês a definição sobre a coligação nacional. A sigla está dividida em relação ao apoio à reeleição de Dilma Rousseff. O comando da legenda, tendo à frente o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), defende a coligação com Dilma, mas um grupo capitaneado pelo PR de Minas quer que o partido apoie o tucano Aécio Neves.

Há, além disso, a posição do senador Magno Malta (PR-ES), que fará uma discurso pela candidatura própria – a dele – à Presidência da República. Diante da divisão, ganhou força a ideia de delegar à Executiva do partido a decisão: se ficam com Dilma, com Aécio ou sozinhos, sem dar a ninguém seu minuto de TV. “Se não tiver consenso, delega para a Executiva e ganha mais 15 dias para trabalhar para o entendimento”, diz o senador Antonio Carlos Rodrigues.

Estremecido

Incerto. No Planalto, o PR é visto como o aliado de rumo mais incerto na eleição. Apesar de estar ao lado do PT desde 2002, dois fatos levaram a uma crise na relação com o governo: a prisão do ex-presidente Valdemar Costa Neto (no mensalão), e a dificuldade do ministro Cesar Borges (Transportes) em se relacionar com os deputados do partido.

Outro lado. As seguidas quedas de Dilma nas pesquisas e seu alto índice de rejeição têm dado força à ala do PR que defende o rompimento com o governo.

Em Minas

PSB. Dividido entre a candidatura própria e apoio ao tucano Pimenta da Veiga, o PSB de Minas também realiza convenção neste sábado para definir seu caminho na corrida ao Palácio Tiradentes.

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