Gringos gastam com bebidas

Estrangeiros não pensam na compra de presentes e preferem se divertir em bares de Belo Horizonte

iG Minas Gerais | Thais Pimentel |

Grupo de nove. Argentinos acham os preços praticados na Savassi altos, mas não se surpreendem
DENILTON DIAS / O TEMPO
Grupo de nove. Argentinos acham os preços praticados na Savassi altos, mas não se surpreendem

Grande parte dos estrangeiros que passeiam pela Savassi, a “torre de Babel” nessa Copa do Mundo, tem preferido gastar com petiscos e, principalmente, com bebidas alcoólicas. As lembrancinhas têm ficado de lado. Segundo o Pátio Savassi, principal shopping da região, as casas de câmbio e a praça de alimentação são os lugares mais procurados pelos turistas.

“Compramos apenas uma saia até agora. Os preços estão muito altos. Por enquanto, estamos preferindo caipirinhas”, conta o argentino Oscar Sanchez, que acompanhava nessa quinta o jogo entre Colômbia e Costa do Marfim, com a mulher, Estela.

Nove “hermanos”, que também estavam no localnão se espantaram com os valores porque, segundo eles, vale tudo na Copa do Mundo. “Acho que estamos pagando o que é justo, mas, se compararmos com Buenos Aires, está saindo bem mais caro”, disse um dos torcedores. O preço do latão tem saído, em média, por R$ 5. Já a caipirinha está sendo vendida por R$ 10.

Caro, mas sem abuso. A equatoriana Francis Bravo, que veio acompanhada do suíço Bruno Arosencera, também reclamou. “As coisas são mais caras no Brasil, mas pelo menos não encontramos nenhum abuso. Quando fomos a Brasília, para assistir Suíça e Equador, um taxista queria nos cobrar bandeira dois, quando o horário era de bandeira um. Aqui, todos têm sido muito gentis e honestos conosco”, conta ela, que quebrou um dos dedos ao sair de um carro, na capital federal. “Não me lembro como me machuquei. Estávamos bêbados”, ri a equatoriana.

Na mesma mesa, o australiano Alex Gidack estava satisfeito com o serviço e o cardápio. “Nunca havia ouvido falar de Belo Horizonte, mas estou adorando. Vim para o jogo entre Bélgica e Argélia”, disse.

Os amigos belgas Dirk Von den Seycken e Guido Van Zande também não acham que os bares são caros. “Nós consumimos apenas cerveja por aqui. Quando ficamos com fome, preferimos ir a algum lugar que tenha um buffet. Depois, voltamos para cá e continuamos a beber”, confessou Dirk, que gostou muito das bebidas locais. “As belgas são as melhores do mundo, mas apreciamos bastante as de vocês”, disse Guido.

Babel. Em meio à avalanche de nações, três torcedores chamavam a atenção. O iraniano Dave Alexander, o norte-americano Marshall Leaman e o nativo da Macedônia Slave Jovanovski. Eles estão hospedados na casa de um brasileiro que estudou com os três nos Estados Unidos. “Ele foi pra Salvador e deixou o apartamento com a gente. Já somos frequentadores assíduos da Savassi. Os preços são razoáveis por aqui”, disse Marshall.

Em dias de jogo, vizinhos do estádio “bombam” Se, na Savassi, o movimento de turistas tem sido intenso nessa primeira semana de competição, os bares e restaurantes da Pampulha aproveitam mesmo os dias de jogos no Mineirão, por causa da proximidade do estádio. “O faturamento aumentou 30% em relação ao mês passado. Muitos colombianos e europeus passaram por aqui. Japonês ‘deu uns gatos pingados’”, conta o gerente do Bar e Boi, na avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, Marcelo Guimarães. A expectativa dos comerciantes da região é lucrar ainda mais com os argentinos, que prometem chegar aos milhares para o jogo de sábado. “Nós estamos preparados. O movimento nos dias das partidas aumentou 15%, se comparado com maio”, conta a funcionária do restaurante Siri Ana Paula Askar.

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