Obras no aeroporto de Confins estão entre as mais atrasadas

TCU divulgou nessa quinta relatório sobre andamento das intervenções que estavam previstas para a Copa

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Vista. Antes do Mundial começar, o aeroporto de Confins parecia um canteiro de obras
Lincon Zarbietti / O Tempo
Vista. Antes do Mundial começar, o aeroporto de Confins parecia um canteiro de obras

O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou nessa quinta um relatório consolidado sobre o andamento das obras previstas para esta Copa do Mundo. Entre os empreendimentos classificados como atrasados, destaca-se o aeroporto de Confins, que não conseguiu concluir nem 50% da reforma prevista para receber milhares de turistas durante o Mundial. O resultado do documento retrata o que foi constatado em fevereiro deste ano.

Além de um panorama sobre os aeroportos, o relatório, votado nessa quarta por cinco ministros do TCU, analisa a situação dos financiamentos federais concedidos para obras de construção e reforma de estádios, de mobilidade urbana, em portos, em projetos de telecomunicações, segurança pública e defesa nacional previstas na Matriz de Responsabilidades da Copa. Após a apresentação dos dados, o tribunal acordou que realizará um novo balanço 90 dias após o fim da Copa. A intenção é avaliar o legado que os jogos deixarão no país. Segundo o relatório, das 26 ações sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), 16 ainda não estavam prontas em fevereiro, sendo que duas obras de Confins – o terminal de passageiros e o sistema viário e a pista de pouso e sistema de pátios – necessitavam de “maior ritmo de trabalho”. Outras duas também demandavam celeridade: nos aeroportos de Curitiba e de Salvador. As situações mais críticas, porém, eram em Fortaleza e em Porto Alegre. Atual. Em Confins, a previsão do relatório era de que 77% do terminal de passageiros e 62% da pista de pouso ficassem prontos a tempo do Mundial. No entanto, conforme O TEMPO mostrou na semana passada, apenas 47% do cronograma da obra de reforma e ampliação do Terminal 1 havia sido executado até o dia 12 de junho, data da abertura da Copa. Procurada pela reportagem, a assessoria da Infraero informou que só poderia se posicionar sobre o assunto nesta sexta.  Apesar da situação ruim do aeroporto, a capital mineira se destacou positivamente no relatório tanto na operação do estádio Mineirão quanto na conclusão da única obra de mobilidade urbana do país que estava pronta à época da análise do TCU, a ampliação do Bulevar Arrudas Teresa Cristina. Ainda assim, o relatório apontou atraso nas outras seis obras de mobilidade previstas para a cidade, incluindo a implantação de trechos do BRT, da Via 210 e da ampliação da Central de Controle de Tráfego. Contudo, em 8 de junho, a cidade alcançou o índice de 96% de cumprimento da Matriz de Responsabilidades das obras para a Copa. 

Projeto Intervenção. As obras do aeroporto de Confins incluem ampliação e reforma do saguão de embarque, novo terraço panorâmico e ampliações de pátios e da pista de pouso em 600 m. 

Ministro reconhece prejuízos Os levantamentos realizados pelo TCU evidenciam atrasos na execução dos projetos em praticamente todas as ações previstas na Matriz de Responsabilidades da Copa. A situação mais crítica, porém, é em relação às ações nos aeroportos e mobilidade urbana. Em seu voto sobre o documento, o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, destacou os esforços feitos para a conclusão dos empreendimentos, mas reconheceu que os atrasos poderiam trazer prejuízos para a realização do Mundial no Brasil. “A maior parte dos projetos de investimentos apresenta estágio de implementação das metas para a Copa aquém do previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2014”, disse.

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