Opção gastronômica na Pampulha, longe do Mineirão

iG Minas Gerais |

acir galvao
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Primeiro, chamo sua atenção para o charme e simpatia de Ana Luiza Trajano, que eu já conhecia da literatura gastronômica, por vasta pesquisa em matéria de cozinha brasileira. Agora, a vejo iluminar com seu sorriso tímido o “Fominha”, um programa da tevê a cabo (GNT), que relaciona culinária e futebol. Delícia o bate-papo com o colorado e gaúcho Caco Barcelos, um dos melhores repórteres que temos, aliás. Nossos programas televisivos de gastronomia dão de dez nos estrangeiros, especialmente os dos Estados Unidos. Na avenida Fleming, bairro Ouro Preto, há boas alternativas de restaurante para quem queira extrapolar os limites gastronômicos do entorno do Mineirão. Ignoro quais sejam estes, em tempo de Copa do Mundo, mas duvido que a comida das tais fan fest mereça degustação. Se é que no meio da muvuca, haverá tempo e ocasião para algo além de um churrasquinho ou um sanduíche. Como não adquiri nenhum ingresso, admito que ficarei no preconceito.   Suponho que se observem normas rigorosas de nutrição e higiene, próprias do tal padrão FIFA, o mesmo que garante aos estádios, vistos da TV, a impressão de que vivemos num país escandinavo. Mas, também por isso, comida artesanal e petiscos de boteco devem passar longe do Mineirão. Assim, o turista interessado em culinária diversificada e interessante pode recorrer ao Vila Rica, um centro comercial a céu aberto, simpático e aconchegante, que faz lembrar as galerias de lojas do Arraial da Ajuda, Búzios ou Itaipava. Varandões, decoração rústica, conforto e descontração e vários estabelecimentos, cada qual com proposta e cardápio peculiares. Um deles é o bom Ochi Sushi, japonês de atmosfera agradável, atendimento cordial e sem demora. A cozinha mescla a tradição com a inovação. Nesse quesito, o Mayu, lá no Sion, é para mim o melhor de todos, quando se quer provar rolls, fries, temakis e entradas originais... mas o Ochi representa bem a culinária nipônica na Zona Norte de BH. Na primeira visita, conferi o teishoku, almoço completo bastante honesto, que, a menos de cem reais, satisfaz o casal plenamente. Pena que não inclua os gyosa, que eu provei da segunda vez, ótimos recheio e massa, com um inconveniente: veio ressecada nas bordas, onde se fecha o pastelzinho. Tempura saboroso, salmão grelhado também, missoshiro e gohan corretos, sashimis e sushis fresquinhos e bem fatiados. Na segunda, me aventurei por iguarias mais criativas como o nazo fry, berinjela gratinada com recheio de atum e cream cheese, um tanto insípida, e tatakis de salmão menos condimentados do que podiam ser.

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