Acordo coloca fim à greve da educação

Depois de 56 dias de paralisação, assembleia geral definiu que a categoria deve voltar às escolas no dia 14 de julho

iG Minas Gerais |

Definição. 

Em assembleia geral nesta quarta-feira (18), na praça do Iria Diniz, a maioria dos trabalhadores votou pela suspensão da greve.
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Definição. Em assembleia geral nesta quarta-feira (18), na praça do Iria Diniz, a maioria dos trabalhadores votou pela suspensão da greve.

Após muitos impasses, durante assembleia geral realizada na manhã desta quarta-feira (18), na praça do Iria Diniz, a maioria dos trabalhadores em Educação de Contagem votou pela suspensão da greve, que durou 56 dias. Também foi decidido que a categoria voltará às escolas no dia 14 de julho.

A decisão de suspender a greve aconteceu após reunião, que aconteceu na terça-feira (17), entre a comissão do Comando de Greve; o secretário de Educação, José Ramonielle; o deputado estadual Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG); Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG); Gilberto Gomes, representantes da CSP ConLutas (MG); e Marcelino Rocha, presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).

O encontro foi proposto durante audiência pública realizada na segunda-feira (16), na ALMG, que discutiu todo o processo que desencadeou a greve e a falta de abertura para negociação com o governo municipal.

A partir dessa reunião, o governo municipal apresentou uma nova proposta que foi entregue na manhã de quarta-feira, antes do início da assembleia geral dos trabalhadores. Para avaliar a proposta, o Comando de Greve fez a leitura do documento e suspendeu por uma hora a assembleia, retornando com suas avaliações após este intervalo.

Reposição

Ainda na tarde desta quarta-feira, uma comissão reuniu-se com o secretário José Ramonielle com o objetivo de discutir a reposição das aulas.

Durante quase dois meses de greve, várias atividades foram realizadas com a adesão em massa dos trabalhadores do quadro único da educação de Contagem. Reuniram-se em vigílias na porta da Prefeitura de Contagem, realizaram dezenas de assembleias gerais, carreatas, passeatas e tentaram várias vezes reunião de negociação com o governo; a categoria sempre esteve unida.

“Temos a consciência de que tivemos avanços e não benesses do governo. A proposta não é aquela que queremos e merecemos, mas entendemos que nosso movimento foi vitorioso e tivemos avanços. Devemos continuar na luta e, por isso, suspendemos a paralisação, mas continuamos com a manutenção do estado de greve”, avaliou o Comando de Greve.

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