Cambistas são presos com ingressos dentro de hotel da Fifa no Rio

Cerca de 50 bilhetes foram apreendidos e parte deles haviam sido cedidos pela maior entidade do futebol

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Dois cambistas foram presos no Rio de Janeiro por estarem vendendo, dentro do hotel onde a Fifa está baseada, ingressos da Copa do Mundo cedidos pela entidade a federações nacionais e parceiros comerciais. Segundo o diretor de marketing do órgão, Thierry Weil, foram encontradas com os comerciantes cerca de 50 entradas. Os bilhetes eram para partidas diversas e tinham várias origens diferentes. "Não era um bloco específico de ingressos. Eles não receberam um lote inteiro de uma associação ou de uma agência. Eram ingressos de muitas origens, a maior parte de público geral." Weil admitiu que aproximadamente dez das entradas apreendidas com os cambistas pertenciam à carga de ingressos que a Fifa repassa para as 209 federações nacionais filiadas a ela. O dirigente, no entanto, recusou-se a falar a quais associações pertenciam esses bilhetes. Também disse desconhecer o nome dos dois patrocinadores que seriam os donos originais de ingressos dessa carga apreendida. "Seria errado culpar as empresas. São empresas que sorteiam ingressos para seus clientes. Provavelmente, quem ganhou a promoção percebeu a chance de ganhar algum dinheiro com isso." A venda dos ingressos acontecia bem em frente ao nariz da Fifa, no hotel Sofitel, em Copacabana, que tem servido como sede da entidade no Rio. "É incrível que essas pessoas se sentem entre pessoas da Fifa e vendam entradas. Eles estão presos hoje", completou o dirigente, que afirmou que um dos cambistas "provavelmente é francês" e disse desconhecer a nacionalidade do outro. SIMULAÇÃO DE ROUBOS A Fifa lembrou ainda aos donos de ingressos que foram roubados não irá reimprimir os tíquetes furtados. A entidade suspeita que torcedores estejam simulando roubos de entradas para tentar conseguir um bilhete gratuito. "O número de pedidos de reimpressão está muito alto. Não pode ser normal", disse Weil.