Segurança da seleção italiana considera Recife "problemática"

Delegação tema clima de tensões sociais e número alto de criminalidade na capital pernambucana

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Delegação italiana desembarcou no Rio de Janeiro pouco antes das 6h da manhã
Felipe Dana/AP
Delegação italiana desembarcou no Rio de Janeiro pouco antes das 6h da manhã

O chefe da segurança da Azzurra classificou Recife de "cidade problemática" e preparou um esquema especial para o jogo contra a Costa Rica, nesta sexta-feira (20), que envolve policiais de três forças italianas e a Polícia Federal.

"De fato, Recife é uma cidade problemática do ponto de vista das tensões sociais e da criminalidade. O plano de segurança que estamos colocando nestas horas leva em conta esses dois pontos críticos", disse Roberto Massucci, designado pelo Ministério do Interior italiano para coordenar a segurança da seleção, em entrevista à Rai Radio 1.

"Estamos planejando um plano detalhado de intervenção que se vale também da atividade de observação. Há um especialista da polícia italiana, assim como dos Carabinieri (polícia militar) e da Guarda de Finanças (subordinada ao Ministério da Economia), que já estão no Recife trabalhando com a polícia brasileira."

Na segunda-feira (16), o presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abete, disse que "nenhum de nós está acostumado a ver militares em volta da seleção", mas elogiou o esquema de segurança.

No primeiro jogo da Copa no Recife, entre Japão e Costa do Marfim, não houve incidentes graves -os únicos registros foram dois assaltos a turistas japoneses.

A Itália é uma das seleções mais isoladas da Copa. Sua base é um resort de luxo em Mangaratiba (RJ), a 110 km do Rio. A segurança tem sido feita pela PF, pela Polícia Rodoviária Federal, por soldados do Exército e pela Marinha.

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