Casa de argentino em BH vira 'pensão' para fãs de Messi

Casado com uma brasileira, portenho recebe conterrâneos e reúne torcida pela seleção de Messi

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Se os belo-horizontinos ficaram impressionados com a onda amarela que tomou conta da cidade durante a passagem da seleção da Colômbia, o impacto deve ser ainda maior a partir desta quinta-feira (19), quando uma massa de argentinos começa a chegar para acompanhar a partida entre Argentina e Irã, no sábado (21).

Segundo a Belotur, empresa de turismo de Belo Horizonte, cerca de 25 mil argentinos são esperados na capital mineira – desses, 15 mil devem chegar pela rodoviária vindos do Rio de Janeiro, onde o time de Alejandro Sabella venceu a Bósnia, por 2 a 1, no domingo.

Enquanto isso, um grupo de cinco amigos do país vizinho já está se sentindo em casa na cidade. Nicolas Giacopetti, Eugenio Lattanzio, Lucas Baldaseroni, Oscar Pissano e Carlos Torrens chegaram durante a semana, em datas diferentes, e estão aproveitando para sentir um gostinho familiar durante a estadia.

Hospedados pelo casal Pablo e Vanessa Blanch, ele argentino e ela brasileira, eles já conseguiram ver alguns bares que fazem de Belo Horizonte uma referência boêmia no país e agora estão à caça de ingressos para o Mineirão. "Temos duas, agora só precisamos de mais quatro", brinca Eugenio.

Enquanto imaginavam placares e possibilidades para a Argentina nesta Copa, eles preparavam um assado, a ser acompanhado por uma tradicional bebida portenha: a Ferret Branca, de cor e aroma bem parecidos com o que, em Minas, é chamado de jurubeba.

"É muito bom estarmos juntos na casa de um amigo. A Copa nos trouxe essa oportunidade", diz Nicolas.

Otimistas, mas nem tanto, os amigos acreditam que a Argentina ainda vá adiante na Copa, mas não arriscam cravar uma aposta no tricampeonato. "Temos jogadores muito fortes, que estão entre os melhores do mundo, mas o conjunto não é tão forte", avalia Oscar.

Contra o Irã, no entanto, todos acreditam em vitória. "Aposto em um placar de 2 a 1 ou 2 a 0, com gol de Messi", diz Carlos.

O camisa 10 da Argentina é um ídolo em comum do grupo.  Dos cinco amigos, três vestiam uniforme com o nome de Messi durante a entrevista, e o grupo foi unânime ao apontar o atacante como um grande trunfo da seleção de Sabella. "Seria hipócrita dizer que não. De fato, Messi é o melhor do time", avalia Lucas.

NO TELÃO

O empresário Gustavo Roman brinca que é o argentino mais famoso de Belo Horizonte. Talvez ele perca apenas para o ex-jogador do Cruzeiro Juan Pablo Sorín, que continua morando na cidade depois de ter encerrado a carreira em campo.

Proprietário da Pizza Sur, que funciona em três endereços, e da parrilla Los Hermanitos, o empresário que vive na capital mineira há cerca de 15 anos está preparado para receber amigos durante a Copa.

Como virou referência na gastronomia da cidade e colocou os sabores argentinos no cardápio dos mineiros, é natural que seus estabelecimentos sejam procurados tanto por argentinos quanto por brasileiros simpatizantes nos dias de jogos.

"No primeiro jogo, as três unidades da Pizza Sur ficaram lotadas. Para sábado, vamos até colocar um telão em cada uma, porque só os televisores não estavam atendendo ao tamanho público que vem assistir a partida com a gente", diz Gustavo, que também vai hospedar amigos em casa. "Por esses dias, devem chegar uns dez", ele diz em português bem falado, mas ainda com sotaque.

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