Número de agressões a jornalistas durante manifestações sobe para 190

Pesquisadores consideraram que a polícia continua agindo de forma excessiva; levantamento foi feito considerando o período de maio de 2013 até essa quarta-feira (18)

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Uarlen Valério
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Após uma semana do início da Copa do Mundo, o número de casos de agressões a jornalistas em manifestações subiu para 190, em um intervalo de pouco mais de um ano, contando desde o início da onda de protestos que tomou conta do Brasil em maio do ano passado, até essa quarta-feira (18). Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Neste período, foram 178 profissionais que sofreram violência ou foram presos.

De acordo com a Abraji, os 17 casos mais recentes aconteceram em cidades-sede da Copa. Em Belo Horizonte, um fotógrafo da agência inglesa Reuters ficou ferida após ser atingido na cabeça provavelmente por uma pedra. Já a ativista Karinny de Magalhães, da Mídia Ninja, foi presa após fotografar manifestantes virando uma viatura da Polícia Civil. Ela contou à impressa que foi espancada e humilhada por policiais militares na ocasião.

Segundo o padrão observado pelos pesquisadores desde o início dos protestos, 88% das agressões foi causada por policiais militares. Entre essas ocorrências, 46% foram intencionais, ou seja, aconteceram mesmo com a identificação do jornalista. A maior parte dos casos deste ano foi registrada durante a abertura do Mundial, no dia 12 de junho, onde foram nove jornalistas ou fotógrafos agredidos.

Segundo a Abraji, a polícia continua agindo com força excessiva e descabida em muitas ocasiões e acaba “prejudicando o trabalho da imprensa e a liberdade de expressão”. 

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