Antes 'queridinho', Portugal agora luta para não ser eliminado

A "equipa das quinas" joga a sua sobrevivência na Copa do Mundo contra os Estados Unidos, no domingo, com uma série de problemas

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

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Do céu ao inferno em um atropelamento panzer. A seleção portuguesa chegou badalada ao Brasil, com o melhor jogador do mundo e uma invencibilidade de quase dois anos e 13 jogos, mas bastou a goleada por 4 a 0 da Alemanha no domingo (15) para os gajos passarem de queridinhos a questionados.

Dada como certa nas oitavas de final, a "equipa das quinas" joga a sua sobrevivência na Copa do Mundo contra os Estados Unidos, no domingo, com uma série de problemas.

A saída do craque Cristiano Ronaldo antes do fim do treino nesta quarta-feira (18), com uma bolsa de gelo no joelho esquerdo, é apenas a ponta do iceberg. Diante de 10 mil espectadores, ele deixou o gramado do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (a 93 km de SP), cabisbaixo e com as chuteiras na mão.

Com uma tendinose, "o melhor do mundo" já havia colocado gelo no mesmo local na quinta, além de ter jogado e treinado desde que chegou ao Brasil com uma proteção. Apesar de todos os jogadores - incluindo o próprio - dizerem que ele está 100% fisicamente, Cristiano Ronaldo não tem correspondido às expectativas em campo.

Para piorar, o técnico Paulo Bento perdeu titulares no jogo contra a Alemanha: o goleiro Rui Patrício, o lateral-esquerdo Fábio Coentrão e o atacante Hugo Almeida, lesionados, e o zagueiro Pepe, expulso.

Coentrão, inclusive, já voltou à Europa nesta quarta-feira (18) para cuidar da lesão. Hugo Almeida e Rui Patrício só poderão jogar se a equipe passar da primeira fase.

Como a Espanha, Portugal estará eliminada com um jogo de antecedência se perder para os Estados Unidos, em Manaus - e a imprensa lusitana passou a questionar a seleção e a preparação feita para a Copa.

Os jogadores preferiram culpar a arbitragem e acreditam na classificação. "Não é desculpa, mas [a arbitragem] influenciou no nosso rendimento e no resultado", afirmou o goleiro Beto, que disputa com Eduardo a vaga de Rui Patrício. "Temos ainda dois jogos, 180 minutos, e dependemos única e exclusivamente de nós. Não deixamos de ser uma grande seleção porque perdemos para a Alemanha."

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