Lideranças dizem que aparato inibe as manifestações

iG Minas Gerais | Aline Diniz / Larissa Arantes |

O elevado número de policiais que tem sido colocado nas ruas durante as manifestações antiCopa na capital mineira tem intimidado pessoas que pretendiam participar pacificamente dos protestos. “É o momento de mudar a história, mas as pessoas estão com medo de tanto policial. É um aparato grande de repressão”, descreveu a professora da educação infantil e diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH), Cida Melo.  

Para a educadora, o número de professores nos protestos seria maior se o aparato policial não fosse tão ostensivo. “Fica até desigual para os manifestantes, e o mundo está vendo essa hostilidade”, argumenta.

“Quando o governo do Estado adota uma estratégia ostensiva como ele tem adotado, é um recado claro para que as pessoas não se manifestem”, destacou a presidente do SindUte, Beatriz Cerqueira. “É para que desistam das manifestações”, completou.

A Polícia Militar, no entanto, nega que o objetivo seja a intimidação. “O efetivo usado não é desproporcional, usamos o efetivo adequado, satisfatório para atingir os objetivos colocados, não foi muito, nem pouco”, explicou Major Gilmar Luciano, chefe da sala de imprensa da PM. 

Cultural

Data. No domingo, a Assembleia Popular Horizontal vai realizar na Praça da Estação, região Central da capital, uma ocupação cultural do espaço com manifestações artísticas.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave