Fretes realizados por motoboys devem subir de 15% a 20%

Lei sancionada inclui atividade no rol de profissões consideradas perigosas

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Lei.  
Quem trabalha com motocicleta tem que receber agora adicional de periculosidade de 30%
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Lei. Quem trabalha com motocicleta tem que receber agora adicional de periculosidade de 30%

O consumidor pode preparar o bolso. É que os fretes feitos pelos motoboys podem ficar de 15% a 20% mais caros, segundo estimativas de empresários do setor. O motivo é o adicional de periculosidade de 30% que deve ser pago para a categoria.  

Nessa quarta, a presidente Dilma Rousseff sancionou, durante cerimônia no Palácio do Planalto, lei que inclui a atividade de quem trabalha com motocicleta no rol de profissões consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Assim, os motociclistas terão direito a adicional de 30% sobre o salário por periculosidade. Conforme a Secretaria Geral da Presidência, a lei vai abranger as profissões de mototaxista, motoboy, motofrete e serviço comunitário de rua.

O texto sancionado pela presidente Dilma deverá ser publicado no “Diário Oficial da União” desta sexta e vai especificar a partir de quando as regras passarão a valer.

O proprietário da Central de Motoboys, Alexandre de OIiveira Costa, afirma que a lei é importante para a categoria, só que o frete vai acabar aumentando nas empresas que obedecem a lei e contratam com carteira assinada. “O aumento fruto da medida deve ser de 15% a 20%. Agora, é possível alta ainda maior. Afinal, os custos de quem trabalha na área subiram muito”, diz.

De acordo com ele, a corrente da moto que, em média, é trocada a cada três meses, que custava de R$ 110 a R$ 130 há dois meses, hoje é encontrada por R$ 160.

O administrador da Motoboy BH Savassi, Flávio Matozinhos, não fala em percentuais, mas afirma que o consumidor vai sentir o impacto. “O serviço vai ficar um pouco mais caro”, diz.

Já para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas e Ciclistas de Minas Gerais (Sindimoto-MG), Rogério dos Santos, a lei é bem-vinda. “É mais dinheiro para o trabalhador, que compra mais e movimenta toda da economia”, diz. O acréscimo será na casa dos R$ 300. 

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