Setor da indústria recebe incentivos

Governo abre linha de crédito barato, benefício para exportadores e facilita Refis

iG Minas Gerais |

Decisão. 

Mantega anunciou medidas ontem após  reunião com empresários
Decisão. Mantega anunciou medidas ontem após reunião com empresários

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (dia 18) um pacote de bondades para a indústria, após reunião com empresários e a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Entre as medidas estão a manutenção do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que significa crédito mais barato para investimentos, além do retorno do Reintegra, que devolve impostos para exportadores de manufaturados, e até mesmo a redução da exigência para parcelar os tributos devidos à União por meio do Refis.

A indústria brasileira tem patinado nestes primeiros meses de 2014. No acumulado de janeiro a abril, a produção assinala perdas de 1,2%, na comparação com os quatro primeiros meses do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB industrial caiu 0,8% no 1º trimestre, influenciado pela queda na construção civil, de 2,3%, e da indústria de transformação, que também teve baixa, de 0,8%. Com a economia desacelerada e baixa demanda, a indústria paulista está cortando postos de trabalho.

“O objetivo é dar condições de competitividade para a indústria brasileira. Estamos no limiar de um novo ciclo de expansão da economia mundial e brasileira, dissipando a crise internacional e nos preparar para o novo ciclo de expansão da economia brasileira. Queremos que a indústria esteja preparada e seja competitiva, seja na exportação seja na produção doméstica”, declarou Mantega. E acrescentou: “não se surpreendam se houver novas medidas”.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, afirmou que as medidas foram “muito bem recebidas” pelos empresários. “Não acho que as medidas tenham sido tímidas. Trouxemos as medidas em maio (em reuniões anteriores) como sendo importantes para que a indústria volte a investir. Falta muita coisa ainda, mas a gente espera que as próximas medidas venham no prazo curto”, disse.

Mantega lembrou que o Reintegra, uma das principais medidas do Brasil Maior, devolvia aos empresários 3% do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins. Em funcionamento até o fim do ano passado, o programa deve voltar neste ano, assim que for enviada uma Medida Provisória ao Congresso Nacional, mas com um percentual bem menor de retorno dos impostos: apenas 0,3%.

Além disso, Mantega também confirmou que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), implementado por meio do BNDES, valerá também até 2015. Até o momento, a previsão da equipe econômica era que o programa terminasse no fim deste ano. Por meio do PSI, as empresas obtêm empréstimos no BNDES para investimentos produtivos com juros baixos, subsidiados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Até 2015 R$ 80 bilhões devem ser emprestados.

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