Sotaques múltiplos, objetivo único: "paquerar"

Savassi ganha clima de azaração durante a Copa do Mundo e brasileiros tentam até se passar por estrangeiros para ganhar o coração das brasileiras

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

Clima de azaração entre estrangeiros e brasileiros tomou conta da Savassi
Web repórter/ Natália Oliveira
Clima de azaração entre estrangeiros e brasileiros tomou conta da Savassi
Várias línguas, sotaques e bandeiras, mas um só objetivo: “paquerar”. Nos últimos dias, a Savassi ganhou um ar de azaração em clima de Copa do Mundo. Havia quem se arriscasse no inglês e apostasse no “portunhol”, mas as meninas que estavam no local corriam o risco de serem enganadas pelos brasileiros que se passavam por gringos para conquistar o coração das brasileiras. Nem a repórter foi perdoada. Enquanto passava, fui abordada por um brasileiro que “arranhou” um espanhol.   - “Chica, de onde és?”, suspeitando do sotaque, logo perguntei: “Você é brasileiro tentando me enganar?”. Na sequência e com um sorriso no rosto o estudante Bruno Ferreira, 21, assumiu: “Eu combinei com meus amigos de falar que sou colombiano. Vai que cola, né?”. Para ver se ia mesmo “colar” perguntei se ele saberia me responder de qual cidade da Colômbia ele era e sem pestanejar ele respondeu: “Eu inventaria uma, talvez El Paso, quem vai questionar?”, sorri.   Mas o brasileiro não era o único que estava em clima de paquera. Em apenas uma hora na Savassi, seis estrangeiros pediram meu telefone e insistiram. Bastava conversar por alguns minutos que o pedido do número vinha logo.   Foi o engenheiro chileno Juan Pablo Queiroz, 32, que me abordou para dizer que as brasileiras eram todas muito bonitas e que as mulheres de Belo Horizonte eram muito amáveis. Ele diz que gosta das partidas, mas que quer mesmo é arrumar uma brasileira enquanto acompanha as partidas. O interesse é mútuo, já que os belo-horizontinos também saem de várias partes da cidade para se reunir na Savassi e tentar encontrar uma paquera estrangeira.   Os amigos Pedro vieira, 19, e Caio Bretas, 18, assumem que foram à Savassi para conhecer um pouco mais da cultura dos “gringos” e também “flertar” com as turistas. “Até tentei falar com as colombianas, mas elas são muito difíceis”, contou Bretas.     Bem mais tímidas e com vergonha de assumir, elas também estavam paquerando. Com mais medo que os meninos de ficar com a fama de encalhadas, as meninas também estavam de olho nos gringos, mas só conversavam de forma anônima.    "É fácil flertar com eles, porque eles estão bem afim de conversar com a gente. A gente se aproxima e eles vêm logo. Eu nem gosto de futebol venho aqui só para ver se arrumo um paquera mesmo", confessou uma delas.  Boatos dão conta que um grupo de meninas dão nota para os estrangeiros. 

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