Da esperança ao pesadelo

Em Madri, enquanto alguns torcedores lamentam a eliminação da seleção espanhola outros se mostravam conformados

iG Minas Gerais | Heloísa Mendonça |

A Spanish soccer fan holds her head as she watches, on a giant display, the World Cup soccer match between Spain and Chile, in Madrid, Spain, Wednesday, June 18, 2014. (AP Photo/Andres Kudacki)
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A Spanish soccer fan holds her head as she watches, on a giant display, the World Cup soccer match between Spain and Chile, in Madrid, Spain, Wednesday, June 18, 2014. (AP Photo/Andres Kudacki)

Madri, Espanha. Poderia ter sido um dia de festa na capital espanhola, de recuperação da atual seleção campeã do mundo, mas acabou se transformando no que os espanhóis mesmo definiram como “una pesadilla”, um pesadelo. A quarta-feira começou com otimismo e um dos jornais esportivos do país resolveu até apostar em sua manchete: “Esse jogo nós vamos ganhar”. Mas a esperança durou pouco.  O silêncio e o nervosismo tomaram conta das ruas e dos bares de Madri logo depois do gol do chileno Vargas, aos 19 minutos. E não demorou muito para que o segundo gol do time sul-americano, agora de Aránguiz, levasse os espanhóis ao desespero.

¿Que le pasa a la roja?, gritou uma espanhola, quando parou na porta de um bar no centro de Madri onde dezenas de torcedores acompanhavam o jogo em um telão. Lá de dentro, um jovem com a camisa do goleiro Casillas respondeu com rima: “La roja quedó floja” (a vermelha ficou frouxa). Passava dos 25 minutos do segundo tempo , quando muitos torcedores começaram a deixar os bares e restaurantes, já que o segundo tempo serviu apenas para confirmar a despedida da Espanha da Copa do Mundo do Brasil. Um deles lamentava: “acabou o barça, acabou a seleção”.

Após a eliminação, poucos eram os que circulavam pelas avenidas com camisas da seleção. Já as principais ruas da cidade estavam repletas de bandeiras da Espanha e faixas amarelas e vermelhas por causa da coroação do príncipe Felipe que acontece hoje na capital. O locutor Pedro Guzman era um dos que continuavam embrulhados na bandeira espanhola, na Gran Vía. “Foi merecido. A Espanha está desgastada e o mundo inteiro já sabe de cor sua tática de jogo. Pensávamos que poderíamos recuperar facilmente e não  tratamos esse jogo com o devido peso”, explicou. “Vamos voltar para a casa cedo demais”, desabafou.