Chilenos que invadiram o Maracanã serão deportados, diz PF

Torcedores invadiram o Maracanã por volta de uma hora antes da partida do Chile contra a Espanha

iG Minas Gerais | Folha Press |

Os torcedores chilenos que invadiram o estádio do Maracanã antes do jogo entre Chile e Espanha, nesta quarta-feira (18), serão deportados e proibidos de voltar ao Brasil, informou a Polícia Federal.

De acordo com a Polícia Federal, 85 pessoas foram detidas na invasão ao local depois de forçarem de forma violenta a entrada no estádio, quebrando cercas e passando pela segurança.

Por volta de uma hora antes do confronto, que teve início às 16h, torcedores sem ingresso derrubaram as grades no Portão C do estádio e invadiram o local sem permissão.

Um grupo invadiu sala de imprensa do Maracanã, onde derrubaram uma divisória erguida para isolar o acesso à área interna. Uma torcedora com camisa do Chile machucou o braço quando um vidro foi quebrado. Depois, alguns dos invasores foram pegos por seguranças e colocados sentados em um canto do corredor do estádio.

Em nota, a Fifa comunicou que "um grupo de pessoas sem ingressos forçou de forma violenta a entrada no estádio, quebrando cercas e passando pela segurança" e que "foram contidas pela segurança e não chegaram aos assentos". Acrescentou ainda que "a situação rapidamente foi controlada e pelo menos 85 invasores foram detidos de acordo com a Policia Militar".

Segundo o COL (Comitê Organizador Local), os chilenos se aglutinaram em frente a um portão de entrada de imprensa e pediram ajuda médica alegando que um um torcedor estava passando mal. O pedido de socorro tinha como objetivo despistar a segurança para tornar mais fácil a invasão. A polícia demorou cerca de 20 minutos para chegar ao local da confusão.

Para o comitê, há duas possibilidades para justificar essa primeira invasão. A primeira é que os chilenos realmente tinham ingressos falsos e assim puderam passar pelo primeiro bloqueio. Para entrar no cordão de isolamento, basta mostrar uma entrada para a partida, mas ela não é lida pelo detector de chips que diz se o bilhete é verdadeiro ou falsa.

Outra possibilidade é que os torcedores já tivessem no entorno do estádio antes do isolamento da área, quatro horas antes da partida. Às 9h, quando chegou ao Maracanã, a reportagem já flagrou chilenos nos arredores do palco da partida desta tarde.

Após constatar o problema, a Fifa solicitou que a Polícia Militar reforçasse o efetivo nos portões de acesso à arena. Até então, a orientação dada pela Fifa, segundo a reportagem apurou, era de que os policiais não ficassem nos portões do estádio, deixando a guarda dos acessos com a empresa privada contratada para cuidar da segurança interna.

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