Com jogo iniciado, Maracanã ainda tinha fila de torcedores nas entrada

Às 16h20, quando o Chile já vencia por 1 a 0, as filas eram grandes em algumas entradas do Maracanã

iG Minas Gerais | Folha Press |

Parte da torcida que foi ao Maracanã na tarde desta quarta-feira (18) para assistir à partida entre Espanha e Chile não conseguiu entrar no estádio antes do início do jogo.

Às 16h20, quando o Chile já vencia por 1 a 0, as filas eram grandes em algumas entradas do Maracanã. De acordo com o casal chileno Luís e Nayara Garcia, que se deslocou de Irajá, na zona norte, até o estádio, o metrô lotado e o trânsito pesado na avenida Brasil atrasaram a chegada.

Mais cedo, cerca de uma centena de chilenos invadiu o estádio, repetindo o que já haviam feito torcedores argentinos no domingo (15), no jogo entre Argentina e Bósnia. O malabarista Roberto Bastos, que presenciou a invasão, disse que viu "cerca de 50 torcedores e que a polícia foi muito violenta, com uso de cassetete e spray de pimenta", acrescentando ainda que "alguns que não entraram falaram que vão tentar invadir novamente".

Torcedor peruano, Galo Celi disse que tentou comprar ingresso na hora com cambista, mas o vendedor queria US$ 1.200. "Vou esperar o intervalo do jogo, pago a metade" , disse.

Na ação contra os cambistas, a polícia militar trabalha com a ajuda de infiltrados. A reportagem presenciou dois sendo detidos após a delação desses agentes.

ESTACIONAMENTO OFICIAL

Duas horas antes do jogo, nenhuma das 1.500 vagas de estacionamento que a Prefeitura disponibilizou na ilha do Fundão, na zona norte do Rio, para vans e ônibus fretados haviam sido ocupadas.

O objetivo do "bolsão de estacionamento" era concentrar ônibus e motorhomes de espectadores do jogo, que estacionariam no local e usariam o sistema de ônibus BRT. Assim, fariam a conexão com o metrô em Vicente de Carvalho, ainda na zona norte, para chegar ao Maracanã.

"Acredito que a falta de procura do estacionamento seja a divulgação. Nem eu sabia direito para que serve essas vagas" , disse o frentista Jorge Oliveira, que trabalha em um posto de gasolina em frente ao lugar reservado para os veículos.

Sem informações sobre os ônibus do BRT, vários turistas que desembarcavam no aeroporto internacional do Galeão estavam dividindo táxis com destino ao estádio.

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