Estacionar o carro no Barro Preto ficou 30% mais caro

A justificativa dos responsáveis pelos estabelecimentos é o aumento de impostos; uma pesquisa por parte do consumidor na mesma região pode ser a solução para economizar

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Quem costuma reclamar dos preços cobrados para estacionar o carro na região Central de Belo Horizonte, vai se indignar ainda mais com o resultado da pesquisa do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) divulgada nesta quarta-feira (18). Só no Barro Preto, foi constatado um aumento de quase 30% nos valores em um período de sete meses. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 4,75% entre novembro de 2013 a maio de 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

Segundo a coordenadora da pesquisa Margareth Cintra, esse é o primeiro estudo realizado sobre o assunto por regiões. O primeiro bairro analisado é o Barro Preto, por se concentrar ali diversos estacionamentos, já que a região é um centro de compras e muitas pessoas utilizam o serviço. Nos próximos meses devem ser pesquisados outras regiões como o centro da capital, o bairro Santa Efigênia e a Savassi.

O preço médio da hora e dos valores fracionados nos estabelecimentos do Barro Preto passou de R$ 8,33 - valor praticado em novembro do ano passado - para R$ 10,88 em junho deste ano, o que significa que houve um aumento de R$ 29,6. Entre os 72 estacionamentos pesquisados, também foi levantada uma discrepância entre os valores que pode chegar a 300% de diferença.

O preço mais baixo da hora encontrado foi de R$ 5,00, e o mais alto, chegou a R$ 20,00, em estabelecimentos localizados a apenas alguns quarteirões distância. Já no caso da diária, a pesquisa detectou preços entre R$ 15,00 e R$ 50,00, uma diferença de 233%. Por isso, a dica, é pesquisar os preços, sempre. “Às vezes a pessoa acha que por estar ali, na mesma região, o valor de um estabelecimento é padrão, mas se ela andar mais um pouquinho pode encontrar outro estacionamento com o preço mais baixo”, explicou Cintra.

O consumidor deve ficar atento aos valores fracionados - 15, 30 ou 45 minutos -, que devem ser proporcionais ao valor da hora. “Alguns estabelecimentos costumam fazer promoções com o valor da hora, mas mantém os valores fracionados com o mesmo preço. Isso é ilegal, e o consumidor deve estar atento a isso. Se o valor da hora é R$ 8,00, por exemplo, e o quarto de hora é R$ 2,00, e o dono do estabelecimento resolve fazer uma promoção cobrando o valor da hora a R$ 7,00, essa mudança deve ser aplicada também a fração desta hora”, esclareceu a especialista.

Outra dica é pagar o valor da diária, ao invés do valor das horas que você deixou o carro parado no estacionamento. “Às vezes, você paga menos pagando pela diária, do que quando fica fazendo compras no Barro Preto e gasta algumas horas. É importante estar atento a estes detalhes para economizar”, disse Cintra.

Segurança

Os estacionamentos são responsáveis pela segurança e integridade do veículo e também dos objetos que se encontrarem dentro dele. Alguns estabelecimentos chegam a afixar uma placa se isentando da responsabilidade, mas isso não tem qualquer validade. Em caso de dano ou furto, o consumidor tem o direito de cobrar na Justiça uma indenização. Por isso, é importante exigir o cupom com a data e a hora de entrada, pois ele é o comprovante da presença do veículo no local.

Com informações da ALMG. 

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