PSD vai aderir à base dupla no pleito

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Outra diferença na eleição presidencial deste ano é a presença de um novo partido, o PSD, que, devido ao seu tamanho e mais de dois minutos na TV, poderá mudar o jogo político. Por ter sido criado em 2011, a legenda não integrou o leque de alianças do último pleito nacional, apesar de ter participado do governo federal. O mesmo ocorreu em Minas, quando a sigla também comandou pastas na administração tucana.  

Neste ano, porém, o PSD deverá seguir o mesmo caminho de alguns partidos e aderir ao apoio cruzado. Nacionalmente, o presidente Gilberto Kassab já garantiu que ficará ao lado de Dilma Rousseff (PT). Em Minas, porém, o apoio ficará com o PSDB do pré-candidato ao governo Pimenta da Veiga.

O anúncio prévio da aliança com os tucanos chegou a gerar surpresa em Minas, já que em 2012, na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, o partido não conseguiu se entender e rachou.

Neste ano, o ex-presidente estadual, Paulo Safady, concordou com o apoio a Pimenta. “Fizemos um acordo em Minas com o Aécio e apoiaremos o candidato dele aqui. Nacionalmente o escolhido é o PT”, explica o dirigente, apesar de encontrar resistência no Estado em relação à candidatura de Dilma.

A sigla ainda passará por convenção nacional, mas o líder da bancada do PSD na Câmara dos Deputados, Moreira Mendes (RO), já declarou que acha difícil mudar de lado. “Mas nos Estados é outra história”, disse.

Na convenção

Decisão. O PR de Minas ainda aguarda a convenção estadual para bater o martelo sobre alianças. O caminho considerado mais natural é a aliança nacional com o PT e estadual com o PSDB.

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