Mais uma refinaria sob suspeita do MPF

Obra em empresa do Paraná abasteceu esquema de doleiro

iG Minas Gerais |

Alberto Youssef teria recebido dinheiro de obra superfaturada
JOEDSON ALVES/EST. CONTEÚDO - 18.10.2005
Alberto Youssef teria recebido dinheiro de obra superfaturada

Brasília. O Ministério Público Federal suspeita que as obras da Petrobras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, tenham sido alvo do mesmo esquema investigado na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Relatório de procuradores que atuam no Estado diz que recursos de contratos superfaturados na unidade de refino paranaense podem ter abastecido empresas ligadas ao ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e ao doleiro Alberto Youssef.

Conforme o documento, concluído em maio, há “conexão entre os desvios” na refinaria pernambucana, um dos focos da Operação Lava Jato, e supostas irregularidades em contratos para modernizar a Repar.

A Petrobras contratou para as obras no Paraná cinco consórcios de empreiteiras por R$ 7,5 bilhões. Laudo da Polícia Federal, feito em abril, diz que as planilhas dos contratos têm sobrepreço de R$ 1,4 bilhão. Os procuradores sustentam que parte do dinheiro pago às construtoras pode ter sido repassado a empresas suspeitas de integrar o esquema, como teria ocorrido em Abreu e Lima. Além disso, uma planilha apreendida na Operação Lava Jato sugere que o ex-diretor da Petrobras negociou doações eleitorais com empreiteiras, entre elas três contratadas para as obras no Paraná: UTC/Constran, Mendes Júnior e Toyo Setal.

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