Paulo Brant

Diretor-presidente da Cenibra

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

A Cenibra está com uma ação sobre terceirizados que chegou ao STF?

Isso é um processo antigo.A Cenibra hoje nem tem mais terceirizado, a gente internalizou. Mas essa ação estava ocorrendo, foi para o Supremo, e eles entenderam que essa ação tem repercussão geral. Ela não só interessa à Cenibra, como a todas as empresas, então o Supremo puxou isso e vai julgar agora. Se a gente ganhar essa causa, vai repercutir para todas as empresas.

E como foi que aconteceu esse embate?

Foi o Ministério Público do Trabalho (MPT) que fez a denúncia. Tinha uns 5.000 temporários na época. Porque a parte de florestal – de colheita e plantio de árvores –, em vez de fazermos, a gente contratava uma empresa que respeita a lei trabalhista, paga INSS e FGTS. E aí tem uma súmula do MPT que diz que só pode terceirizar uma atividade meio, não uma atividade fim. E para eles, colheita de eucalipto e plantio são atividades fim. É subjetivo. E assim entraram com uma ação contra a empresa, que está se defendendo.

Tem quanto tempo isso?

Cinco anos. A defesa da Cenibra foi parar no STF. Para a Cenibra, não vai ter muito impacto, mas vai ter uma repercussão grande. Se a Cenibra ganhar, vai derrubar esse desentendimento.

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