Crise fez índice de suicídio subir em 23 países

iG Minas Gerais |

Londres, Reino Unido. Um estudo publicado no “British Journal of Psychiatry” mostra que o número de suicídios aumentou acentuadamente desde a crise econômica de 2008 em 23 países de 26 que foram trabalhados. A taxa diminui na Europa até 2007 e teve um aumento em 2009, que se manteve até 2011. O valor é o equivalente a 7.950 suicídios a mais do que o esperado caso as taxas tivessem permanecido regulares. Nos Estados Unidos, local de origem da crise, o número teve crescimento acelerado com 4.750 pessoas a mais tirando a própria vida.

Segundo o estudo realizado pela Universidade de Oxford, a perda de um emprego, a hipoteca de uma casa e dívidas estão entre os fatores principais encontrados nos 24 países da União Europeia analisados, além de Estados Unidos e Canadá.

No entanto, alguns países contrariaram a tendência e apresentaram estagnação ou queda no índice. Suécia, Finlândia e Áustria não apresentaram aumento.

“Isso mostra que a política pública importa. Uma das características desses países é que eles investem em programas que ajudam as pessoas a voltarem ao trabalho, tais como formação, aconselhamento e salários ainda subsidiados. Há sempre escolhas difíceis de se fazer em uma recessão, mas para mim uma das coisas que o governo tem que fazer é dar apoio e proteção a grupos vulneráveis”, afirmou Aaron Reeves, pesquisador da Universidade de Oxford.

Estudo

EUA x Europa Norte-americanos estão sofrendo menos com a crise do que os europeus. 

Não é universal O estudo mostra que não é em todo lugar afetado pela crise econômica que as pessoas se matam. 

Outras reações Os pesquisadores chamam a atenção para a necessidade de oferecer apoio para quem sofre de outras formas, mas não chega ao extremo de tirar a própria vida.

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