Moradores e comerciantes cobram estrutura para festa

Segundo eles, mesmo com reforço da SLU, coleta de lixo não tem sido suficiente e faltam banheiros

iG Minas Gerais | Camila Bastos |

Poluição visual. Quem anda pela Savassi, principalmente pela manhã, encontra lixo por toda parte
DENILTON DIAS / O TEMPO
Poluição visual. Quem anda pela Savassi, principalmente pela manhã, encontra lixo por toda parte

Sacos de lixo acumulados, latas e garrafas de bebidas no chão, restos de isopor, mesas de plástico quebradas, canteiros de flores destruídos e muito cheiro de urina, principalmente nos pontos mais escuros e afastados. Esse tem sido o cenário na Savassi no início das manhãs desde o começo da Copa do Mundo. Moradores e comerciantes argumentam que torcedores brasileiros e turistas têm tomado a região para assistir jogos e cobram da prefeitura estrutura para a festa.  

Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), entre 40 mil e 50 mil pessoas passam pela praça Diogo Vasconcellos, conhecida como “praça da Savassi”, diariamente, e 7 toneladas de lixo foram recolhidas por dia desde o dia 12 de junho. Mesmo assim, quem mora ou trabalha por ali afirma que não tem sido suficiente. A reportagem esteve na região na noite de segunda-feira e na manhã dessa terça e viu muito lixo espalhado e um forte cheiro de urina.

“Está pior que Carnaval, a prefeitura não se preparou para isso. Não tem banheiro químico, então o pessoal vem aqui na frente do meu restaurante, que é um pouco mais afastado. Até o portão de ferro que fecha a loja estava sujo de urina”, reclama a comerciante Luciana Aparecida, 34, dona de um restaurante na rua Antônio de Albuquerque.

Luciana ainda tentou isolar a área com faixas, mas não adiantou e nessa terça pela manhã era forte o cheiro de urina no local. Como não há banheiros químicos na região, comerciantes chegam a cobrar R$ 3 para usar seus banheiros.

Tardio. Conforme o gerente de promoções da Secretaria Municipal para a Copa, Glauco Carvalho, o órgão negocia a implantação de dez a 20 banheiros na Antônio de Albuquerque. A promessa é de implantação até nesta quinta. “Estamos ajeitando a estrutura, a SLU também vai intensificar as atividades”, disse. A superintendência tem feito recolhimento de lixo no mínimo duas vezes ao dia e um caminhão está de prontidão caso haja demanda. Nessa terça, às 9h30, os garis ainda não tinham terminado de recolher os resíduos.

Outra mudança foi a intensificação da lavagem de calçada com um caminhão-pipa pela SLU – ela é feita, normalmente, às segundas, às quartas e aos domingos, mas tem acontecido diariamente. 

Só em evento

Banheiro. Na região da Savassi, só há banheiro químico em um evento fechado, realizado em dias de jogos do Brasil. A festa tem cerca de 20 banheiros químicos, lacrados nos demais dias.

Dados

Público. Entre 50 mil e 60 mil pessoas passam pela praça da Savassi, diariamente, desde o começo da Copa do Mundo.

Lixo. Sete toneladas estão sendo recolhidas diariamente no local. Normalmente, meia tonelada é retirada.

Estrutura. A Savassi tem 857 cestos de lixo. Apenas na praça, são 189. Para a Copa, foram instalados oito contêineres de plástico com capacidade de 240 litros.

Expediente. As varrições estão acontecendo às 7h, 11h, 15h e 22h. O recolhimento de lixo é feito no começo da manhã e no fim da tarde.

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