Personagens que cresceram apenas na TV são os melhores

iG Minas Gerais |

Séries e filmes baseados em livros quase sempre são acusados de se desviarem do caminho. No caso de “True Blood”, os erros foram muitos, mas duas mudanças foram as decisões mais acertadas que o programa já tomou: não matar Lafayette (Nelsan Ellis), que na literatura morre logo no primeiro volume, e dar mais espaço à vampira Pam (Kristin Bauer).

Lafayette Reynolds é uma caricatura de gay: muita maquiagem e cílios postiços, adereços berrantes, meia-calça arrastão, unhas coloridas, tudo lhe cai bem. É ele quem vive, com o enfermeiro Jesus, uma das histórias de amor mais lindas da série, e certamente foi Ellis o maior responsável por salvar Lafayette da morte que acontece no livro.

Acima de tudo, nos diverte com seu inglês de gueto. Depois de se descobrir médium e dar passagem para vários mortos se comunicarem, fica nervoso com um deles e solta: “I ain't Gmail for dead bitches!” (“Eu não sou Gmail para vagabundas mortas!”).

Já Pamela Swynford De Beaufort tem entre 100 e 200 anos, língua ferina e uma devoção inabalável ao seu criador, Eric Northman. De mocinha tímida ainda adolescente nos livros, ela se tornou, na TV, uma ex-prostituta quase na casa dos 40. O telespectador só tem a agradecer. (IM)

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