Adeus, vampiros hardcore

A partir de domingo, HBO passa a exibir, simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil, última temporada da série

iG Minas Gerais | ISIS MOTA |

Despedida. Elenco de “True Blood” participou intensamente da divulgação da sétima e última temporada, que começa neste domingo
Fotos HBO/Divulgação
Despedida. Elenco de “True Blood” participou intensamente da divulgação da sétima e última temporada, que começa neste domingo

Chegou a hora de nos despedirmos dos vampiros mais hardcore da televisão. Neste domingo, às 22h, a HBO começa a passar a última temporada de “True Blood”. Como sempre, a exibição será simultânea nos Estados Unidos e no Brasil. Para mim, a sensação é de que já vai tarde. Perdeu a graça quando se desviou do caminho traçado por “The Southern Vampire Mysteries”, os livros de Charlaine Harris nos quais o programa de TV se baseia. Mas, ainda assim, estarei colada na frente da TV para conferir se, pelo menos, o final será digno. Para quem, como eu, não anda satisfeito, a temporada final traz esperanças: os produtores prometem voltar às origens. Ou seja, podemos esperar muito sangue e muito sexo.

“True Blood” conta a história de Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma jovem praticamente da roça, que vive em Bon Temps, na Louisiana, compra suas roupas no Walmart, trabalha como garçonete no restaurante onde a cidade toda vai, e nunca sequer beijou alguém. É que ela tem um “problema”: lê os pensamentos de qualquer um, o que torna muito difícil se envolver com os rapazes locais. Ainda mais tendo a fama de ser a doida da cidade.

Assim, foi fácil, para ela, se apaixonar pelo primeiro vampiro que conheceu: como são tecnicamente mortos, ela não consegue ler as suas mentes, e finalmente pôde ter um relacionamento mais “normal”. No mundo de “True Blood”, vampiros e humanos convivem em relativa paz. Depois que cientistas japoneses inventaram sangue artificial, os vampirões “saíram do armário”, já que não precisavam mais se alimentar de pessoas ou animais para sobreviver. Era só ir ao supermercado.

Só que Sookie, depois de descobrir o amor com o vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), acaba sendo disputada por meio mundo sobrenatural. Babam na loura o lobo-barriga-de-tanquinho Alcide Hervaux (Joe Manganiello), o vampiro-deus-nórdico Eric Northman (Alexander Skarsgård) e até seu patrão, o metamorfo Sam Merlotte (Sam Trammell). Esses a querem para o bem. Há ainda os muitos que a desejam para o mal, depois que seu segredo é descoberto.

Nem ela mesma sabia, mas seu poder sobrenatural – que vai muito além de ler pensamentos – corre nas suas veias, pois ela é descendente de fadas. Esse sangue “tipo F” a torna irresistível para os vampiros, é quase uma droga para eles, e é a lendária poção que lhes permitiria andar sob o sol sem morrerem queimados. Nove entre dez matariam para experimentar uma gotinha.

Retomada. Por falar em matar, a história recomeçará exatamente no ponto em que terminou na temporada passada, com os vampiros infectados pelo vírus Hep-V – que os deixa como uma espécie de zumbis famintos –, indo em direção ao restaurante onde os moradores de Bon Temps estavam em festa. Logo, podemos esperar um banho de sangue.

Para recapitular, caso não dê para fazer uma maratona até domingo, a HBO preparou um especial de despedida que já está no Youtube (youtube.com/watch?v=LpBCkUowooI) e no site da HBO. “True Blood: A Farewell to Bon Temps” tem 27 minutos e está em inglês.

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