Setor energético precisa de mais

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Falta de chuva continua ameaçando o sistema Cantareira, em SP
LUIS MOURA
Falta de chuva continua ameaçando o sistema Cantareira, em SP

BRASÍLIA. Apesar da queda do preço da energia no mercado de curto prazo nas últimas semanas, principalmente na região Sul, as distribuidoras ainda deverão exigir mais recursos para aliviar os seus déficits em função da falta de contratos ou do uso de térmicas ao longo do ano, avaliou Romeu Rufino, diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Além de aportes diretos do Tesouro, neste ano o governo já articulou um empréstimo de R$ 11,2 bilhões para o setor elétrico junto a bancos públicos e privados para aliviar o déficit financeiro, concentrado principalmente nas obrigações das distribuidoras. Novas reuniões têm sido mantidas entre Ministério da Fazenda e bancos para tratar do tema, segundo Rufino, mas sem decisão tomada.

Rufino destacou que o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) de energia no mercado de curto prazo caiu significativamente apenas na região Sul, mas que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, ainda está elevado, apesar de ter sido reduzido de mais de R$ 800 por Megawatt-hora (MWh) para cerca de R$ 400 o MWh.

“A depender do despacho de térmicas e do valor do PLD, esses números ainda podem ser significativos (...) O nível do PLD para este mês ainda está em um patamar, a meu ver, acima daquele que a distribuidora pode suportar”, disse Rufino.

Belo Monte. Romeu Rufino confirmou que o órgão regulador recebeu o pedido da Norte Energia de revisão do cronograma da Usina de Belo Monte. A agência está analisando. Segundo Rufino, uma eventual revisão de cronograma não necessariamente altera o prazo de concessão do empreendimento.

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