Dilma anuncia ‘pacotão’ nesta terça

Programa federal Reintegra deve voltar em 2015 e o PSI, que tinha data certa, deve ser prorrogado

iG Minas Gerais | Da redação |

Indústrias exportadoras devem ser as maiores beneficiadas hoje
Suzano Papel e celulose/Divulgação
Indústrias exportadoras devem ser as maiores beneficiadas hoje

BRASÍLIA. Num esforço para agradar ao setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff voltará a se reunir nesta terça com um grupo de empresários e deve anunciar a prorrogação de alguns programas que agradam ao setor, além de outras bondades. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nessa terça que algumas medidas serão anunciadas nesta terça, mas não deu detalhes.

A equipe econômica passou os últimos dias alinhavando as medidas, que podem incluir o aumento dos prazos para o recolhimento de tributos e a prorrogação de programas como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES, e o Reintegra, que permite o ressarcimento de parte dos tributos que incidem na cadeia de produtos exportados.

Crédito. Também podem ser anunciadas ações de estímulo ao crédito. Para o governo, um dos motivos do baixo crescimento é o fato de haver uma escassez de crédito para o consumo. Se depender do empresariado e do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o PSI passará a ser permanente, como uma linha regular do BNDES. O programa foi uma resposta à crise internacional nos anos de 2008 e 2009, que teve como consequência o cancelamento ou a postergação de investimentos. O objetivo é financiar a produção e a compra de bens de capital novos, o capital de giro associado à aquisição, projetos de inovação e pré-embarque das exportações.

Outro programa que deve se tornar permanente é o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), criado em 2011 e prorrogado até 31 de dezembro deste ano. Também está sobre a mesa a ampliação dos prazos para o pagamento de impostos e contribuições, como PIS/Pasep, Cofins, IPI e ICMS.

Menos chance

Segurança. Outra proposta em estudo, que tem menos chance de ser anunciada nesta terça, é a adoção de novas normas de segurança no trabalho, principalmente par operação de máquinas.

Pesquisa da FGV indica piora na economia nacional em maio O Indicador Antecedente Composto da Economia para o Brasil recuou 1,5% em maio, em comparação a abril, e atingiu 121,7 pontos. O resultado é de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas feita em parceria com The Conference Board. “Uma deterioração progressiva do clima para os negócios e das expectativas do consumidor – bem como incertezas econômicas e políticas, culminando nos eventos relacionados à Copa – afetaram o indicador”, na avaliação do economista Paulo Picchetti. O resultado segue tendência dos últimos meses. “Apesar de emprego e consumo terem se mantido firmes e o setor externo ter melhorado em maio, o recuo contínuo do índice indica um ritmo lento de atividade econômica”, disse.

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