Jornalista da Al Jazeera que fazia greve de fome é libertada no Egito

Profissional foi preso em 14 de agosto de 2013, quando cobria para a rede sediada no Qatar a repressão pelas forças de segurança egípcias de um protesto de partidários do presidente deposto Mohammed Mursi no Cairo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 A Justiça do Egito libertou nesta segunda (16) o jornalista da rede Al Jazeera Abdallah Elshamy, que estava detido sem acusação formal desde agosto do ano passado e, desde janeiro, fazia greve de fome.

Elshamy, 26, foi recebido com aplausos por dezenas de amigos e simpatizantes ao reencontrar a mãe, a mulher e os irmãos na saída da delegacia em que estava preso, em um subúrbio ao norte da capital, o Cairo. Barbudo, magro e frágil, ainda vestia o uniforme da prisão ao sair.

"Eu venci", disse ele a jornalistas, referindo-se à pressão das autoridades prisionais para que ele acabasse com a greve de fome - Elshamy foi ameaçado de transferência para uma solitária. "Perdi 45 quilos, mas eu tinha certeza de que Deus me faria vitorioso."

O jornalista foi preso em 14 de agosto de 2013, quando cobria para a rede sediada no Qatar a repressão pelas forças de segurança egípcias de um protesto de partidários do presidente deposto Mohammed Mursi no Cairo.

Sua libertação foi ordenada pelo Ministério Público do Egito na segunda, por motivos de saúde. Também na segunda, a Justiça marcou para 23 de junho a data do veredicto para outros jornalistas da Al Jazeera acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana, a organização de Mursi, colocada na ilegalidade pelo governo egípcio.

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