'Um olho no peixe e outro no gato': bombeiros tentam ver a seleção

Apesar de terem preparado uma das salas com sofás e cadeiras, os chamados eram constantes

iG Minas Gerais | Thais Pimentel |

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Para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo, o torcedor corre para chegar em casa, prepara um churrasco com a família ou guarda lugar no bar para os amigos. Mas a realidade é bem diferente para quem está de plantão. Foi o caso dos 27 bombeiros que trabalhavam nesta terça no 2°Batalhão, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante a partida entre a seleção brasileira e o México.

Apesar de terem preparado uma das salas com sofás e cadeiras, os chamados eram constantes: três só no primeiro tempo.

“Estamos sempre preparados para atender as ocorrências. É um olho no peixe e outro no gato”, conta o soldado Diego Canabrava Silva, um dos mais otimistas do batalhão. “Vai dar 3 a 0 para o Brasil”, disse ele, que teve que combater dois incêndios durante a partida.

E Canabrava não foi o único. Dos 11 bombeiros presentes na sala no início do jogo, só dois conseguiram ver tudo. Um deles foi o soldado João Paulo Cercini. “É gratificante poder ajudar a população. Estamos sempre prontos. Por enquanto, ainda estou conseguindo assistir”, conta.

Mas quem não pôde ver nenhum minuto sequer do jogo foi o soldado Luiz Ricardo, responsável pela entrada e saída das viaturas e ambulâncias.

“Sou o sentinela até o fim do primeiro tempo. Preciso controlar o portão. Não tem televisão aqui comigo, mas vou acompanhar pela reação das pessoas”, disse.

Quem também não ficou na sala com os companheiros foi o cabo David Boaventura, que cuida da distribuição das ocorrências entre as equipes. Mas, pelo menos, ele tinha uma televisão à sua disposição para acompanhar o duelo entre brasileiros e mexicanos. “Dá para acompanhar um pouco, mas o dia está bem movimentado”, explica o militar.

Palpites. Antes de a bola rolar, os bombeiros estavam acreditando que seria um bom jogo. O tenente e chefe de serviço, Olintos Cury, apostava em 2 a 1. “Mas vai ser difícil”, ponderou.

O cabo Lúcio Ferreira também acreditava na vitória. “Eu sempre torci pelo Brasil. Também fico indignado com a corrupção, mas apoio a seleção”, defende o militar, que assistiu a apenas 20 minutos porque precisou sair para atender um chamado.

Quem ficou no batalhão não poupou críticas ao atacante Fred. Alguns até vibraram com a entrada de Bernard e Jô, mas a agonia persistiu. Brasil e México não saíram do 0 a 0. “Achei que a seleção deveria ter feito pelo menos um gol. Não gostei do jogo”, reclamou o cabo Weleson Pereira dos Santos, responsável pelo abastecimento dos veículos do batalhão. Ele foi um dos poucos que conseguiram acompanhar toda a partida.

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