Confira os grandes momentos que marcaram a primeira rodada da Copa

Mundial já teve direito à massacre holandês, carnaval alemão, juiz com miopia, gol-relâmpago, xingamento à presidente, febre amarela no Mineirão, disputa de rivais nas arquibancadas e a maior média de gols em uma rodada desde 1998

iG Minas Gerais | SORAYA BELUSI |

Russia's goalkeeper Igor Akinfeev covers his face after dropping the ball as South Korea's Lee Keun-ho scores the opening goal during the group H World Cup soccer match between Russia and South Korea at the Arena Pantanal in Cuiaba, Brazil, Tuesday, June 17, 2014. (AP Photo/Lee Jin-Man)
Russia's goalkeeper Igor Akinfeev covers his face after dropping the ball as South Korea's Lee Keun-ho scores the opening goal during the group H World Cup soccer match between Russia and South Korea at the Arena Pantanal in Cuiaba, Brazil, Tuesday, June 17, 2014. (AP Photo/Lee Jin-Man)

O MATADOR: Nem Messi, nem Cristiano Ronaldo. Os “dois melhores do mundo” não foram os destaques quando o assunto foi balançar as redes. O matador da rodada foi o alemão Thomas Müller, que, com um só tiro, fez três gols, virou artilheiro e ainda esmagou os nervos de Pepe sem dó nem piedade.

DE PEIXINHO: Robin van Persie mostrou na estreia holandesa que vem assistindo aos jogos da seleção brasileira de vôlei. Para marcar o gol mais bonito da rodada, o craque laranja meteu a cabeça na bola após o lançamento do Blind e mergulhou (com a cara e tudo) no gramado da Arena Fonte Nova. Alerta: não tentem isso em casa.

BEIJINHO NO OMBRO: Só faltou mesmo a Holanda cantar o clássico de Valesca Popozuda ao fim da goleada para seus algozes na última Copa do Mundo. E o recado serviu também para os próximos adversários: “Desejo a todas inimigas vida longa, para que elas vejam cada dia mais nossa vitória”.

ARMERATION: Gol sem dancinha na comemoração não tem graça no Brasil. Antigo conhecido da torcida brasileira, o colombiano Pablo Armero ditou o ritmo da festa amarela que invadiu o Mineirão para o confronto contra a Grécia e ganhou o título de comemoração da rodada.

DEITA NA BR: Se Thomas Müller tivesse revidado a cabeçada de Pepe, no massacre alemão contra Portugal, a trilha bem que podia ser “Entre Tapas e Beijos”. Mas com sua frieza germânica, o artilheiro da primeira rodada ficou olhando para Pepe como quem cantasse: “se me odeia, deita na BR”.

MARQUE TRÊS, LEVE UM: Sabe aquelas promoções de supermercado, que eles convencem a gente de que está sendo uma tremenda vantagem comprar mais de um produto de uma só vez? O time do México caiu na pegadinha e precisou fazer tres gols para valer apenas um.

VAI BRIGAR COM QUEM? O primeiro jogo sem gols foi entre Irã e Nigéria. A torcida na Arena da Baixada preferiu não tomar partido de nenhum dos dois lados. Até ensaiaram uma vaia ao fim do jogo, mas preferiram não comprar briga com ninguém. Vai que alguém lá é amigo do Ahmadinejad ou dos líderes do Boko Haram? Melhor evitar conflitos.

TORCIDA ADOTIVA: Os brasileiros não estão deixando nenhum torcedor órfão nesta Copa do Mundo. Seja pela afinidade cultural ou pelo “interesse pessoal”, já adotamos várias nacionalidades para torcer contra ou favor neste Mundial, que o digam Costa Rica, Colômbia, Bósnia e Chile.

FRANÇA PRÊT-À-PORTER: Quase que a França aparece neste balanço pelos méritos de seu principal atacante, Karim Benzema. Mas nosso destaque para os franceses nesta rodada é o uniforme, que faz juz à tradição da moda parisiense e remete à elegância do início do século passado.

CLÁSSICO DA ARQUIBANCADA: Brasileiros e argentinos dividiram as arquibancadas do Maracanã no primeiro jogo dos hermanos nesta Copa do Mundo. Os azuis e brancos cantavam de um lado, os canarinhos provocavam de outro. Um clássico entre torcedores que pode se repetir numa possível final.

NÃO DESISTE NUNCA: Persistência deveria ser o sobrenome de Valon Behrami. Em tempos de cai-cai, o suíço foi descaradamente derrubado no meio de campo e nem reclamou. Levantou rapidamente, optou pela vantagem, saiu com a bola e começou o lance que resultou na virada vermelha sobre o Equador.

FALTOU ABRIR O OLHO: Não é pelo fato de o juiz que apitou o jogo de abertura desta Copa do Mundo ser japonês, mas os árbitros esqueceram de abrir o olho na primeira rodada. Teve pênalti (mais que) polêmico a favor do Brasil, gol regular do México sendo anulado, falta no goleiro espanhol não marcada contra a Holanda, penalidade máxima que não foi dada para Portugal. O troféu miopia é da arbitragem.

THE FLASH: Como um raio. Assim foi o primeiro gol norte-americano nesta Copa do Mundo, o gol-relâmpago da competição no Brasil até agora e o sexto mais rápido da história dos Mundiais. O “The Flash” da rodada foi o capitão dos Estados Unidos, Clint Dempsey, que abriu o marcador aos 28 segundos. Quem lerdou só viu o gol no replay.

NÃO FOI ASSIM QUE EU TE ENSINEI: Se sua mãe te visse xingando palavrão para a presidente Dilma Roussef, ela provavelmente diria que não foi essa a educação que ela te deu. Os gritos saíram da área VIP do Itaquerão e se espalharam pelo estádio. Pegou bem mal!

A ANÔNIMA E A AUTORIDADE: O que a presidente da Alemanha e uma catadora de papel têm em comum? Elas levam o nosso prêmio de torcedoras da rodada. De um lado, Angela Merkel veio ao Brasil, vibrou na arquibancada e ainda fez uma visitinha aos vestiário alemão. De outro, do lado de fora do Mineirão, conhecemos Maria Sueli, uma catadora de papel que esbanja sabedoria e espírito esportivo. A RODADA EM NÚMEROS:

GOLS MARCADOS: 48 gols MÉDIA DE GOLS: 2,82 TOTAL DE EXPULSÕES: 3  PLACAR QUE MAIS REPETIU: 2 a 1 (seis vezes)

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