Torcedores belo-horizontinos lotam praça da Savassi e bares

Clima foi de festa em todos os bairros percorridos pela reportagem; quem estava no Mineirão desceu para a Savassi, para aproveitar shows e animação do Savassi Cultural

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga / Márcia Xavier / Lohanna Lima |

Esportes - Copa - Belo Horizonte - MG
Torcedores assistem jogo do Brasil contra Mexico na Fan Fest em Belo Horizonte.


FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 17.06.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Esportes - Copa - Belo Horizonte - MG Torcedores assistem jogo do Brasil contra Mexico na Fan Fest em Belo Horizonte. FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 17.06.2014

A festa da torcida chegou mesmo às ruas. A Copa do Mundo completou nesta terça-feira, 17, seu sexto dia de competição com um empate de 0x0 no jogo do Brasil contra o México – mas o resultado da partida não conseguiu desanimar a massa de torcedores que tomou conta das ruas de Belo Horizonte.

Na Savassi, região Centro-Sul da cidade, o clima que se sentia era de alegria e confraternização entre todos. Muita gente bonita, muitos estrangeiros e, inclusive, muitos policiais marcaram presença no local durante boa parte do dia. Diversos manifestantes também aproveitaram o momento para expor sua indignação contra a Fifa e os problemas que comprometem o desenvolvimento do país.

As amigas e estudantes Paula Lara, Raíssa Santos e Isadora Lasmar escolheram a Savassi para curtir os jogos do Mundial na capital mineira. "É uma região que sempre tem um bom movimento e todo mundo está comentando. Além disso, tem muitos gringos bonitos e barzinhos para curtir a festa da Copa", pontua uma delas.

Já o estrangeiro e administrador Acharrir, que veio  torcer pela Argélia no estádio do Mineirão, saiu direto da Pampulha para curtir a festa nos quarteirões fechados da Savassi. "Fiz todo o trajeto de ônibus e gastei cerca de uma hora para chegar. Foi bem tranquilo", conta.

A médica Tatiana Russo, 25, também saiu de sua cidade natal, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, para aproveitar o clima de Copa ao lado dos amigos belo-horizontinos. "Aproveitei a ocasião para conhecer a cidade e assistir ao jogo entre Bélgica e Argélia no Mineirão. Depois decidimos descer para a Savassi e estender as comemorações nos bares da região. Está muito bacana e, se não fosse pelo plantão, ficava mais tempo em BH", afirma.

Vestida dos pés a cabeça com as cores da bandeira do Brasil, a torcedora Magna Fonseca, que trabalha em uma empresa de exportação com sede na Savassi, ficou totalmente envolvida com o clima da multidão e decidiu ir para a rua na companhia da filha e da melhor amiga. "É muito bom poder sentir de perto a vibração, todo mundo cantando e torcendo junto pelo Brasil. Hoje vou aproveitar a festa até o final e assistir aos shows mais tarde", afirma.

Savassi Cultural

O evento Savassi Cultural, que se estende até o dia 13 de julho, contribuiu bastante para embalar a festa dos torcedores durante a Copa do Mundo. Muitos deles enfrentaram fila para poder assistir ao jogo entre Brasil e México nos telões disponilizados em dois quarteirões fechados, no coração da praça Diogo de Vasconcelos.

De acordo com o idealizador do projeto, Chistiano Rocco, cerca de 12 mil pessoas circularam pelos espaços nesta terça-feira. Além das bandas regionais, que animaram a galera no palco Arena Minas Gerais, com muito samba de raiz durante toda a tarde, o destaque do dia ficou com a linda voz do cantor Ed Motta, que subiu no palco da Arena Brasil e encantou o público com suas canções à noite. A plateia pediu bis e cantou em alto e bom som a maioria do repertório.

"O evento não foi criado em função da Copa, mas sim para resgatar a tradição cultural na Savassi. A região acabou de passar por um processo de revitalização e a intenção maior é trazer de volta os belo-horizontinos, e não só os turistas, para redescobrirem o local, que se transformou em um espaço que mostra a cultura de Minas Gerais e do Brasil", ressalta. 

O jornal O TEMPO é um dos apoiadores do evento.

Pampulha

Por muitos instantes, durante a partida desta terça-feira, o agito dos bares da região da Pampulha deu uma trégua e foi substituído por silêncios de tensão. Entre pedidos do menu do cardápio, as ruídas de unha e o disparar dos corações, era possível ouvir a torcida com esperança de ao menos um gol brasileiro. Eram jovens, adultos e crianças, da mesma família, com amigos ou em casal, que torciam com garra e vibravam a cada jogada da seleção canarinho.

Embora a concentração tenha ficado evidente, volta e meia ouvia-se alguém gritar "Brasil", fazer algum barulho, trazer a animação de volta. O clima era de alegria, era verde, azul e amarelo.

Por falar nas cores do Brasil, na maioria dos estabelecimentos das avenidas Guarapari, Portugal e Fleming, na região, como os bares Sushi House, Espeto Beer, Fanáticos Esporte Bar, dentre outros, era possível vê-las na decoração,  em adornos dos torcedores e mesclando com as tonalidades das camisas de estrangeiros, que também acompanharam a partida desta terça-feira nos bares da localidade. Brasileiros, belgas, alemães, chilenos etc., pessoas desconhecidas, que estavam lado a lado, se interagindo e se acomodando nos lotados locais, para acompanhar a transmissão do jogo, que ocorreu no Estádio do Castelão, em Fortaleza.

Santa Tereza

Já no bairro Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte que é conhecida por sua diversidade cultural, o movimento não foi tão intenso como o de costume, mas quem esteve no local fez a festa em alguns estabelecimentos antes, durante e após o jogo.

No Armazém Santa Tereza, por exemplo, a finalização da partida foi animada com música ao vivo. Pipoca, distribuída durante o duelo, continuava sendo servida, e o público acompanhava as letras das canções com energia, dançando e em clima de festa.

No Bar do Michel,  também na região, um DJ levou o agito para a galera jovem. E no Odeon Bar Cultural, ainda no Santa Tereza, samba e animação dos torcedores. Em compensação, as praças da região, como a famosa Duque de Caxias, não tiveram muita movimentação.

Lourdes e Cidade Jardim

Faltando uma hora para o início do jogo, os bares do bairro de Lourdes já contavam com a presença de vários torcedores, principalmente famílias e grupos de amigos. Muita gente bonita no West Pub e no Boi Lourdes. As mulheres abusaram da maquiagem e dos adereços para torcer pelo Brasil e os bares estavam totalmente decorados de verde e amarelo.

Já na Bud Mansion, localizada no bairro Cidade Jardim, a festa era diferente. Com bebida e buffet liberado, os torcedores fizeram a festa na mansão montada pela Budweiser, uma das ações da cerveja oficial do Mundial. Com diversos televisores e telões pela casa, os quase 350 convidados puderam desfrutar da casa, que tinha DJ, sala de jogos, fotógrafos, entre outras regalias. Após a partida, a cantora Dani Morais agitou a mansão.

Praça JK

Na Praça JK, houve um bom público presente para torcer para a Seleção Brasileira assistindo pelo telão montado no local. Muitas pessoas usavam a bandeira do Brasil para torcer e escapar do frio, já que a temperatura caiu bastante no início do segundo tempo.

Cabelos coloridos e diversos adereços chamavam atenção na festa e o bom e velho cachorro- quente foi a principal pedida dos torcedores durante a partida. Assim que o jogo terminou, o cantor Gustavo Maguá subiu ao palco para dar continuidade à festa. A próxima atração da noite é o bloco Calixto. 

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