Contas de Ingleses no Facebook poderão ser espionadas, diz oficial

Chefe do gabinete britânico responsável pela segurança e por contraterrorismo, Charles Farr, esclareceu que esses serviços são classificados como "comunicação externa".

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Facebook de ingleses é espionado legalmente, diz oficial britânico
Facebook de ingleses é espionado legalmente, diz oficial britânico

Um oficial britânico revelou nesta terça-feira (17) que o serviço de inteligência do país (GCHQ) pode legalmente espionar contas de ingleses no Google e no Facebook. A justificativa é que essas empresas têm base em outro país --nos Estados Unidos, no caso.

O chefe do gabinete britânico responsável pela segurança e por contraterrorismo, Charles Farr, esclareceu que esses serviços são classificados como "comunicação externa".

Facebook, Twitter, YouTube e Google, na condição de "comunicação externa", podem ser interceptados sem a necessidade de permissão legal adicional, segundo Farr.

Ao contrário, as comunicações internas só podem ser interceptadas quando um mandato é emitido --o que só pode ocorrer quando há suspeita de atividade ilegal-- e assinado por um ministro.

É a primeira vez que o governo britânico comenta suas regras de espionagem desde que o tema foi trazido à tona pelas revelações do ex-agente da Agência de Segurança Nacional americana (NSA) Edward Snowden, no ano passado.

A Anistia Internacional disse que a brecha equivalia a "intrusão em escala industrial", mas Farr disse que não há vigilância em massa, já que a grande maioria das mensagens interceptadas desta forma não são lidas.

Farr esclareceu que e-mails enviados entre duas pessoas do Reino Unido seriam normalmente classificados como internos, mesmo que eles estejam fora do país. Mas mensagens no Facebook e Twitter, além de pesquisas no Google ou YouTube, que foram para centros de dados fora do país, se enquadram na categoria externa.

As informações estão em um documento de 48 páginas escrito por Farr como resposta a uma ação legal movida por grupos de liberdades civis que buscam reduzir a espionagem na internet.

James Welch, diretor jurídico do grupo Liberdade, disse que o documento revelou que as agências de inteligência do Reino Unido "estão operando em um vácuo de legalidade e ética".

O GCHQ garantiu em nota que suas atividades estão de acordo com a lei. Já o gabinete de segurança e contraterrorismo disse que não poderia fazer comentários enquanto a ação legal está em curso.

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