Em tarde iluminada, Ochoa silencia grito de gol no Castelão

Com uma defesa arrojada, lembrando até mesmo o goleiro inglês Gordon Banks, Ochoa tirou o tento brasileiro em cima da linha

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Com reflexos e defesas precisas, Ochoa não deixou Neymar e os craques brasileiros brilharem
Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Com reflexos e defesas precisas, Ochoa não deixou Neymar e os craques brasileiros brilharem

Fortaleza (CE). Muito se falava sobre Neymar, Giovani dos Santos, Oscar e Peralta. Mas todos esqueceram-se de destacar a qualidade do goleiro mexicano Ochoa. Pois foi dele a ‘culpa’ pelo empate sem gols – o segundo da Copa do Mundo 2014 – entre Brasil e México. Foram pelo menos quatro defesas decisivas, duas delas em cabeçadas à queima roupa.  O grito de gol de toda uma nação ficou travado nas luvas do número 13 mexicano.

Desde o início, todos sabiam que seriam difícil. Contra o México é sempre assim. Uma pedra não no sapato, mas sim na chuteira do futebol brasileiro. Um dia antes de a bola rolar no Castelão, o técnico Miguel Herrera já havia adiantado que a marcação seria implacável. Era o prenúncio de que o jogo seria sufocante, daqueles que o saudoso narrador diz de tempos em tempos “haja coração, amigo!”.

O equilíbrio não era só dentro de campo. Nas cadeiras do Castelão, os mexicanos – que povo barulhento! – rivalizavam com os brasileiros, que com seus tradicionais gritos tentavam abafar a euforia dos rivais. O México era melhor, mais concentrado. Metódico e frio tocava a bola. Esperava o erro brasileiro e chegava a assustar com chutes de fora da área.

Já o Brasil tentava, de um jeito meio desorganizado, atacar. Mas não adiantou. Ochoa transformou-se em uma rocha. Primeiro foi Neymar que tentou. Sempre ele. Desta vez foi de cabeça mesmo. O único recurso que o camisa 10 encontrou em um jogo de muita disputa física e poucos espaços. Quando subiu para o arremate, a respiração de muitos no estádio parou. Era o momento. Mas não foi. Com uma defesa arrojada, lembrando até mesmo o goleiro inglês Gordon Banks, Ochoa tirou o gol brasileiro em cima da linha.

No primeiro tempo, a seleção brasileira ainda chegaria perigosamente com Paulinho. No entanto, mais uma vez, o camisa 13 destacaria-se ao sair nos pés do volante brasileiro. Então veio a segunda etapa, Bernard entrou em campo. Felipão queria mais velocidade, alegria nas pernas para vencer o bloqueio mexicano. Porém, o que se viu foi impaciência, muito nervosismo e poucas jogadas ofensivas.

O jogo encaminhava-se para ser definido em uma jogada. E o Brasil teve esta jogada. Aos 40 minutos, Neymar bateu o escanteio da direita. Thiago Silva subiu livre para estufar as redes mexicanas e dar a classificação antecipada ao escrete canarinho. A festa estava armada. Mas Ochoa estragou tudo.

Outra defesa sensacional e o empate justo. A torcida brasileira saiu em silêncio. Os mexicanos, em êxtase, gritavam o nome de seu arqueio. Na Copa do Mundo da alta média de gols, da ofensividade escancarada, havia chegado a hora de um goleiro brilhar. 

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