Em jogo tenso, Brasil fica no empate com o México

Seleção de Felipão não conseguiu superar a El Tri, que também teve muito torcida a favor nas arquibancadas do Castelão

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Fortaleza (CE). Vida dura. Não vai ser com facilidade que o Brasil vai levar o hexa. Em seu segundo passo rumo ao sonhado título em casa, a seleção brasileira não conseguiu superar o aplicado time do México, ontem, no Castelão, em Fortaleza.

O empate de 0 a 0 mostrou que o time é altamente dependente do craque Neymar que, em noite apagada, não desequilibrou. O técnico Luiz Felipe Scolari, agora, terá seis dias para ajustar o time para encarar Camarões, na terceira rodada.

Brasil e México têm, agora, quatro pontos cada e a definição do grupo A fica para a rodada derradeira. A seleção brasileira só é primeira colocada porque leva vantagem nos critérios de desempate.

Das arquibancadas, não faltou apoio. De novo, a torcida brasileira de Fortaleza encantou no Hino Nacional. Muito seguiram o pedido do capitão Thiago Silva e cantaram abraçados. Jogadores e torcedores emocionados.

Mas havia um elemento novo. Nunca antes o Brasil teve tanta torcida contra dentro de seu próprio domínio. Só que a seleção contava com seu fiel escudeiro, a torcida, que abafava qualquer manifestação em espanhol.

Sem Hulk, machucado, Felipão deu vez para o esguio Ramires, mais leve e veloz. Passada a ansiedade do primeiro jogo, o Brasil dava mostras de estar mais solto. O adversário, por sua vez, era aplicado na marcação e tinha disposição de sobra.

A tática brasileira passava pela paciência, sem se mandar a qualquer modo. Mas assim, cedendo espaço aos mexicanos, não dava. Cuidado com eles! A estratégia servia apenas para os contra-golpes. Em um deles, Neymar, de cabeça, obrigou Ochoa a salvar sobre a linha.

Assim como na Copa das Confederações de 2013, o jogo era amarrado. O ataque verde-amarelo não conseguia encaixar as tabelas. Com as oportunidades escassas, o México optava pelos chutes de longa distância. A linha-burra do México no fim do primeiro tempo quase proporcionou o gol brasileiro. O goleiro pegou de novo.

Para a segunda etapa, Scolari sacou o amarelado Ramires para colocar mais pilha no jogo com Bernard, que também tinha entrado no jogo contra a Croácia. E mal a partida recomeçou e o garoto já acelerou o ataque.

Perigosamente, o Brasil dava sopa para o azar errando passes. Felipão se desesperava. A cada brecha, os mexicanos davam um chute de fora da área atrás do outro. O tempo passava e o jogo seguia tenso. Não era o Brasil de sempre.

Era, de novo, a vez de Jô, em campo no lugar do apagado Fred. Na primeira boa investida ofensiva, a torcida já se incendiou. Mas ainda era pouco. A seleção parecia aguardar uma jogada individual de Oscar ou Neymar, que não estavam em grande noite. Foi preciso apelar para a bola parada. Na cabeça a queima-roupa de Thiago Silva, Uchoa se consagraria como o melhor em campo. Marcelo ainda reclamaria um pênalti no fim da partida e Julio Cesar evitaria um resultado pior.