Incidência de dengue em Ribeirão Preto diminui 28% em um mês

Segundo boletim, foram 67 casos em maio; cidade também registrou um caso de gripe H3N2 no mês passado

iG Minas Gerais | Da redação |

A redução no número de casos é provocada pela estiagem e pela ação no controle de vetores
Prefeitura de ribeirão preto/divulgação
A redução no número de casos é provocada pela estiagem e pela ação no controle de vetores

Os casos de dengue em Ribeirão Preto (SP) diminuíram 28% entre abril e maio de 2014, segundo boletim epidemiológico divulgado na última segunda-feira (16) pela prefeitura. Os números da Divisão de Vigilância Epidemiológica caíram de 94 para 67 no período. Ao todo, nos cinco primeiros meses do ano, foram registrados 250 casos da doença. A chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão, Ana Alice de Castro e Silva, afirmou que a redução no número de casos é provocado pela estiagem e pela ação no controle de vetores. “Nesse ano teve uma menor quantidade de chuvas e tendo um número menor de casos é possível fazer o bloqueio em cada caso confirmado, em ano epidêmico é mais difícil”, disse. Durante a epidemia do ano passado, foram registrados 13,1 mil casos. Segundo o boletim epidemiológico, a maior parte dos casos está concentrada na Zona Leste, com 81 casos, seguido pela região central, com 46, Zona Norte (43), Zona Oeste (42) e Zona Sul (31). Outros sete casos ainda não tiveram os distritos identificados.

Dengue hemorrágica Há 10 dias, um homem de 51 anos morreu com suspeita de denguehemorrágica na cidade. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o paciente morreu com quadro de infecção pulmonar, mas a suspeita de dengue não foi descartada e ainda aguarda os resultados dos exames. Paulo César Alves era morador da Vila Albertina, zona norte da cidade, e estava internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE). Segundo a família, ele procurou atendimento médico na Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) do Sumarezinho e na UBDS do Quintino Facci II no dia 2 de junho, após passar mal e apresentar manchas na pele.

A morte suspeita fez os franceses questionarem os riscos dos jogadores da seleção da França, hospedados na cidade, contraírem a doença. Na reportagem intitulada “Os Bleus devem se preocupar com a dengue?”, o jornal “Le Figaro” afirmou que não há vacina para a doença, mas que as autoridades brasileiras tomavam providências para o combate da dengue no país. Influenza Além da redução nos casos de dengue, o boletim epidemiológico também apresentou queda nos casos das gripes H1N1, H3N2 e Influenza B. Entre esses tipos de gripe, houve apenas a incidência de um caso de H3N2, no mês de maio. O paciente se recuperou. Nos cinco primeiros meses de 2013, foram registrados cinco casos desse vírus da gripe. O H3N2 é um subtipo do mesmo vírus da gripe A, que tem maior incidência em crianças com até dois anos e idosos. A transmissão do vírus A não é pelo ar, mas através do contato com superfícies contaminadas. Tanto em casos de H1N1 e H3N2 os principais sintomas costumam aparecer após 24 horas e são os mesmos: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Além disso, é comum a pessoa infectada apresentar dificuldade respiratória, ou dor de garganta.

 

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