Parte baixa da cidade concentra casos em Taubaté

Segundo a Vigilância Epidemiológica, 43% dos casos estão na região; cidade enfrenta uma epidemia da doença e tem uma morte confirmada

iG Minas Gerais | Da redação |

Medidas de controle e prevenção são essenciais para eliminar o mosquito da dengue
Fotos públicas/reprodução
Medidas de controle e prevenção são essenciais para eliminar o mosquito da dengue

A Vigilância Epidemiológica de Taubaté divulgou um mapa da epidemia de dengue na cidade. O mapa divide a cidade em regiões que mais concentram os casos e a faixa etária das vítimas da doença. De acordo com os últimos dados divulgados pela prefeitura, a cidade atingiu 8.061 casos, sendo que que um idoso morreu vítima da doença. Só em junho, são mais de 600 novos casos.

Segundo os dados da vigilância, os bairros da Estiva, Jaraguá, Vila São Geraldo e Mourisco são os pontos mais críticos da cidade taubateana, cerca de 43% dos casos foram registrados na parte baixa da região. Logo depois vem a região central, com 16,5% dos casos nos bairros Jardim das Nações e Independência. Os bairros Campo Elíseos, Imaculada e Bosque da Saúde também somam 16% dos casos.

Na relação por faixa etária, o maior número de casos se concentra entre 20 e 59 anos, com 5.106 casos. Acima de 60 anos, já são 124 notificações e a morte confirmada de um idoso de 83 anos. Com as crianças, 77 pessoas com menos de um ano de vida já contraíram a dengue.

Mesmo vivendo uma epidemia, o índice larváreo das casas de Taubaté caíram em relação ao ano de 2013. Neste ano, apenas em 2% das casas visitadas foram encontradas larvas, contra 6% registrados no ano passado. Ainda assim, a vigilância alerta a população para continuar com as medidas preventivas, mesmo no inverno, período que o número de casos caem.

O mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti, também é responsável pela transmissão de outras doenças, como a febre amarela e o novo vírus Chikungunya, que já soma cinco casos no estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

"O mosquito da dengue também transporta o vírus da febre amarela urbana, além do vírus Chikungunya, que além da doença febril aguda, com duas semanas de doença, ele pode cronificar como artrite por meses ou por anos e pode ser incapacitante", afirmou coordenadora da vigilância epidemiológica Stela Zöllner.

Segundo a médica, não há registro de febre amarela no estado de São Paulo e a vacina é gratuita. Em Taubaté, a vacina é disponibilizada para pessoas que vão viajar para áreas de risco, a dose é aplicada no Pamo Central, que fica à travessa da avenida Tiradentes.

O morador que quiser receber a visita de um agente da Vigilância Epidemiológica deve ligar para o número 3635-4091.

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