Hospitalidade do povo mineiro é destaque para belgas e argelinos

Gringos elogiam belo-horizontinos pela recepção calorosa e destacam pontos positivos e negativos da capital mineira

iG Minas Gerais | GUILHERME GUIMARÃES E LEANDRO CABIDO |

A Copa do Mundo promove em Belo Horizonte um clima antes nunca visto. Reduto de pessoas de várias nacionalidades entre junho e julho, tempo de duração do Mundial, a maior cidade mineira voltou a chamar a atenção com a presença de gringos.

Mais uma vez no Mineirão, na tarde desta terça-feira, dessa vez na partida entre Bélgica e Argélia, pessoas de diversas culturas, religiões e idiomas eram vistas juntas em total harmonia. 

Se alguns achavam difícil compreender palavras ditas em francês ou árabe, línguas de belgas e argelinos - personagens do jogo - ou se viam complicações para entender inglês e o espanhol, um fator ajudava e muito na comunicação: o futebol, que já se tornou "língua universal".

Quem veio de fora não se decepcionou com o clima da capital mineira. “Posso falar com a maior sinceridade, já que estou na cidade há mais de dois dias. Fui muito bem recebido pelo povo de Belo Horizonte. A cidade organizou bons eventos, principalmente o jogo Bélgica e Argélia. Muito bacana estar em uma cidade que me acolheu bem, tem um povo muito hospitaleiro”, disse o jornalista belga Manu Lebrun, 38.

E a hospitalidade, característica conhecida dos mineiros no Brasil afora, ganha ares internacionais. “Belo Horizonte é uma ótima cidade, tem um povo muito hospitaleiro. Gostei muito do ambiente e de tudo que vi até agora. Um prazer visitar a cidade”, garantiu o argelino Salim Baha, 36. 

Pela alegria contagiante de um Mundial, alguns problemas locais ficam "escondidos". No entanto, o também jornalista belga Yves Collete, 27, conseguiu, mesmo tendo feito elogios, enxergar Belo Horizonte com um olhar mais crítico.

“Uma bela cidade, com um aspecto mais rico no entorno do estádio e mais pobre em locações distantes. Forte diferenciação social que deu para ser percebida por quem é de fora. Mas, de uma forma geral, achei Belo Horizonte bem bonita”, disse.

Satisfeito pelos elogios dos estrangeiros, o mineiro Rafael de Souza, 21, comentou sobre a mistura de etnias que acontece em Belo Horizonte em detrimento do Mundial.

“A Copa do Mundo veio com tudo, mudou a expectativa do povo. Uma mistura bem bacana com argelinos, belgas, chilenos, argentinos, colombianos. Povos muito festeiros que nem os mineiros”. 

 

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