Diretor da Aneel indica que governo terá que ajudar setor elétrico

No início do mês, o Ministério da Fazenda e o de Minas e Energia divulgaram uma nota pública em que negavam a necessidade de novos aportes no setor

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, indicou nesta terça-feira (17) que o governo terá de tomar alguma medida para ajudar as distribuidoras de energia a cobrirem os gastos deste ano. No início do mês, o Ministério da Fazenda e o de Minas e Energia divulgaram uma nota pública em que negavam a necessidade de novos aportes no setor. Além disso, as pastas informaram que a equipe econômica do governo não está realizando estudos sobre uma nova operação de empréstimo para as distribuidoras.

Conforme informações obtidas pela Folha de S.Paulo, no entanto, o governo estava estudando fixar um novo empréstimo bancário em R$ 8 bilhões, mas ainda tratava o número com cautela, por medo de estimar o valor para baixo e depois, no fim do ano, precisar fazer uma nova operação financeira. "Se o gasto [com compra de energia e uso de térmicas] é suportável para as distribuidoras, elas cobrem esses gastos por meio da CVA [repasse anual às tarifas dos consumidores]. Sempre aconteceu assim", explicou Rufino. "Mas neste ano e no ano passado não tem ficado assim. Pelo que estamos vendo esses gastos não estão mais nessa faixa [possível de ser suportado pelas empresas]."

Possibilidades

Segundo ele, o pedido de financiamento bancário continua sendo uma possibilidade. "Isso está sendo conduzido pelo Ministério da Fazenda." Rufino disse que a solução para o pagamento que deve ser feito pelas empresas em julho deve ser dada antes do dia 9 do próprio mês. "O que a tarifa já cobre é o preço médio [da compra de energia e uso de térmicas]. Mas, vamos supor, que esse custo tenha sido estimado em R$ 150 e que o preço real esteja em R$ 300. É o dobro nesse exemplo. E essa diferença, dependendo do volume contratado de energia, pode ser muito significativa [para o caixa das empresas]."

Ainda assim, Rufino não descartou que em algum mês até o fim do ano esse custo não tenha de ser arcado pelas próprias distribuidoras. "São possibilidades. O governo ainda vai definir uma forma de cobrir esse descasamento", acrescentou.

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