Os diabos vermelhos encaram a zebra africana

iG Minas Gerais | Felipe Ribeiro |

Vai corresponder? Talentosa geração belga tem seu primeiro teste nesta tarde
LEO FONTES / O TEMPO
Vai corresponder? Talentosa geração belga tem seu primeiro teste nesta tarde

Quem não dá muita bola para o jogo desta terça entre Bélgica e Argélia, a partir das 13h, no Mineirão, pode se surpreender. O duelo válido pelo grupo H da Copa do Mundo colocará em campo o time sensação do momento contra uma das possíveis zebras.

De um lado, está uma equipe recheada de jogadores jovens na idade, mas experientes em disputas de competições importantes. Todos os titulares da equipe belga atuam em grandes centros do futebol europeu, apesar de nunca terem jogado uma Copa. “Não temos experiência em Mundiais, mas estamos acostumados a jogar Liga dos Campeões e campeonatos nacionais de muita competitividade. Estamos muito tranquilos, pois sabemos dos jogadores talentosos que nós temos. Esperamos fazer uma grande campanha na Copa do Mundo”, destacou o zagueiro e capitão da Bélgica e do Manchester City, Vincent Kompany.

No lado oposto do campo, estará um time que aposta muito em sua força física, na motivação e na entrega, mas que não possui técnica semelhante à do adversário desta tarde.

“O presidente Barack Obama disse: ‘Yes, we can’. Por que não podemos? Temos que levar muito a sério e fazer tudo da melhor maneira possível. Às vezes, você tem que dar uma beliscada nos jogadores, cutucá-los para que fiquem até mesmo um pouco com raiva, com vontade. Agora, estamos passando confiança a eles”, disse o técnico Vahid Halilhodzic.

Certo mesmo é que Bélgica e Argélia chegam à Copa do Mundo querendo fazer história e superar marcas que já ficaram no passado. A seleção belga, também conhecida como os Diabos Vermelhos, busca esquecer a eliminação para o Brasil em 2002, quando um gol anulado de Wilmots, hoje treinador do time, poderia ter mudado a história da competição. A ferida ainda está aberta. “Hoje (ontem) estamos completando 12 anos da eliminação”, lembrou o treinador. Já os argelinos querem mais do que a lembrança de uma vitória importante sobre a então Alemanha Ocidental por 2 a 1, em 1982. “Muito se fala sobre essa vitória, não sei se felizmente ou infelizmente. Digo isso porque precisamos mais do que apenas uma lembrança. Já faz muito tempo, e esperamos ter outros resultados fantásticos como aquele sobre a Alemanha”, destacou.

Mistério cerca os estreantes O confronto entre as seleções de Bélgica e Argélia já tem uma marca registrada antes mesmo de a bola rolar: o mistério. Nenhum dos dois treinadores quis deixar a imprensa ver o treinamento da véspera da partida. Os belgas entraram para conhecer o campo mais cedo e autorizaram imagens apenas do aquecimento por 15 minutos, o que acabou sendo repetido pela Argélia mais tarde. A diferença é que alguns jogadores argelinos foram vistos com coletes, mas sem confirmação de titularidade. Na conversa com os jornalistas, os belgas permitiram falar com o técnico Marc Wilmots, além do capitão Vincent Kompany. Já os argelinos, sem explicar os motivos, levaram à sala de entrevistas coletivas do Mineirão apenas o técnico Vahid Halilhodzic, sem a presença de nenhum dos jogadores do elenco.

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