No mesmo lugar, mas bem diferentes

iG Minas Gerais |

Em 2013, Peralta não pôde enfrentar o Brasil em Fortaleza. Totalmente focado na Copa, o perigoso atacante quer manter sua fama de carrasco brasileiro obtido nas Olimpíadas de Londres, quando marcou os dois gols da final. Veloz e explosivo, desloca-se em várias partes do campo para confundir a defesa.
Em 2013, Peralta não pôde enfrentar o Brasil em Fortaleza. Totalmente focado na Copa, o perigoso atacante quer manter sua fama de carrasco brasileiro obtido nas Olimpíadas de Londres, quando marcou os dois gols da final. Veloz e explosivo, desloca-se em várias partes do campo para confundir a defesa.

Fortaleza. Passo número 2. Em Fortaleza, o México. A caminhada brasileira pelo hexa passa por onde o Gigante despertou de uma vez por todas no ano passado, acordado por um coro de 57 mil vozes. A reprodução eletrônica ganhou alma, ignorou os protocolos e mostrou o orgulho de ser brasileiro.

Foi de arrepiar! E deve ser assim de novo nesta terça, às 16h, contra o mesmo México. “Peço para que o povo nordestino cante o hino junto, agarradinho, da mesma forma que fazemos em campo”, disse o zagueiro Thiago Silva.

A Copa mal começou, e a partida desta terça já é decisiva. Uma vitória pode valer uma vaga antecipada para as oitavas de final. Em 2013, o 2 a 0 sobre os rivais mexicanos ficou marcado pelo show de Neymar e pelo oportunismo do atacante reserva Jô.

O técnico Luiz Felipe Scolari tem a chance de repetir pela oitava vez seguida o time com os mesmos 11 jogadores, algo raro em meio às lesões e ao leque de opções. O treinador só não vai conseguir colocar o mesmo time em campo se o meia-atacante Hulk, que tem lesão na coxa esquerda, não se recuperar.

Felipão, pela primeira vez, esconde o time. Ramires, que treinou no lugar de Hulk, deve ser o substituto. “Tenho 23, e estes jogadores foram muito bem escolhidos. Não haverá problema nenhum se ele não jogar”, avisou Scolari. Bernard e Willian correm por fora pela vaga.

Adversário. O México não é mais aquele adversário combalido de um ano atrás. El Tri evoluiu e ganhou confiança após uma classificação heroica para a Copa. Em sua estreia na competição, a equipe ainda derrotou Camarões, de Eto’o, por 1 a 0.

Acima de tudo, a seleção mexicana tem a seu favor um trunfo: Oribe Peralta. Carrasco do Brasil nas Olimpíadas de Londres, o atacante, que foi cortado da Copa das Confederações do ano passado, é um dos jogadores mais perigosos do técnico Miguel Herrera.

Embalada pela vitória por 1 a 0 contra Camarões, a seleção mexicana conta com Peralta para tentar surpreender o Brasil no Castelão. O atacante do Santos Laguna foi autor do único gol mexicano nesta Copa do Mundo. Por conta disso, assim como no jogo de estreia, o atacante Chicharito Hernandez, do Manchester United, deve começar no banco.

Na tarde desta segunda (16), os jogadores fizeram uma atividade de reconhecimento no Castelão. Aqueceram-se em volta do campo e participaram de uma roda de bobinho no centro do gramado.

Felipão enaltece evolução mexicana

Fortaleza. Sem oba-oba. O torcedor que for nesta terça, às 16h, ao Castelão deve estar preparado para um confronto equilibrado. Historicamente, o México é um adversário que impõe dificuldades ao escrete canarinho. Neste século, os rivais já se enfrentaram em 11 oportunidades. Foram seis vitórias dos mexicanos, dois empates e três triunfos brasileiros. É por essa mesma razão que o treinador Luiz Felipe Scolari fez questão de exaltar as qualidades da equipe tricolor, principalmente após a mudança no comando técnico, agora capitaneado por Miguel Herrera. “Ele organizou a equipe, tem um sistema bem-montado e é uma pessoa que tem o poder muito grande de incentivar os seus atletas. O que sabemos é que, com ele, o México é uma equipe guerreira, forte, muito bem-organizada e joga um futebol que precisamos respeitar”, declarou Felipão. O duelo entre Brasil e México, realizado no ano passado no mesmo Castelão, também foi lembrado pelo comandante. À época, a seleção brasileira venceu os tricolores por 2 a 0 em partida válida pela Copa das Confederações. De lá para cá, a evolução mexicana foi notória. “Todo o estudo que a gente tem ajuda, mas a seleção mexicana mudou bastante nos últimos 12 meses. Se não me engano, foram três mudanças de treinador. A forma deles de jogar também mudou. Quando os enfrentamos aqui em Fortaleza, pela Copa das Confederações, eles atuavam no 4-4-2. Nesta terça, eles jogam diferente”, afirmou Felipão. “Nós estamos mostrando (aos jogadores) que, sempre quando jogamos com o México, sempre encontramos muita dificuldade. É um jogo que será muito equilibrado. A seleção mexicana possui um posicionamento muito correto do início ao fim do jogo. Naquela partida, que fizemos no ano passado, o segundo gol do Brasil foi feito aos 40 minutos do segundo tempo. As duas equipes jogam um futebol de muita qualidade. Lógico que a gente vai entrar com o respeito necessário, mas uma vitória nos deixará em uma situação bastante confortável no torneio”, concluiu o treinador.

Treino fechado Seguindo o exemplo da seleção brasileira, os mexicanos também liberaram para a imprensa apenas os 15 minutos iniciais do treino de reconhecimento do gramado do Castelão, em Fortaleza. Antes de fechar o trabalho, o que se pôde ver foi apenas uma animada rodinha de bobo e algumas atividades físicas. Mas o clima de suspense não reserva grandes surpresas para a partida desta terça. Apesar do mistério, a escalação do técnico Miguel Herrera não deverá apresentar mudanças em relação ao time que venceu Camarões por 1 a 0, em Natal.

Cambistas no Castelão Dois cambistas foram presos nos arredores do estádio Castelão, em Fortaleza, na tarde dessa segunda, comercializando ingressos acima do valor estipulado pela Fifa. O registro foi feito por um torcedor, que encaminhou as imagens à reportagem de O TEMPO/Super FC. Quatro policiais abordaram os homens e apreenderam as entradas. Eles foram conduzidos para a delegacia.

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