Com pauta, mas sem quórum

iG Minas Gerais | Flávia Carneiro |

Pedro Patrus (PT) acusa base de só votar projetos do Executivo
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Pedro Patrus (PT) acusa base de só votar projetos do Executivo

Não houve quórum durante a reunião plenária da Câmara de Belo Horizonte, ontem, apesar de 15 projetos de lei estarem na pauta, sendo cinco de autoria do Executivo.  

Propostas polêmicas deixaram de ser apreciadas pelos vereadores, como a que institui a Operação Urbana Consorciada do Barreiro e a que cria uma nova forma de gestão para o Hospital Metropolitano do Barreiro.

Vereadores de oposição reclamam que os projetos de autoria do Executivo são aprovados com extrema rapidez, em detrimento das propostas dos parlamentares.

Segundo o vereador Pedro Patrus (PT), “aquilo que é de interesse do prefeito da capital, Marcio Lacerda, passa em tempo recorde pelas comissões e é aprovado a toque de caixa pelo plenário”. Ele afirmou que o projeto que prevê a Operação Urbana Consorciada do Barreiro precisa ser discutido com mais profundidade, já que altera o coeficiente de urbanização da região, o que pode aumentar a especulação imobiliária.

Mas o vice-líder de governo, vereador Sérgio Fernando (PV), contesta a declaração do colega, dizendo que, “se os projetos do Executivo tivessem prioridade, as matérias teriam sido aprovadas ontem”. Ele afirma que a Casa vai funcionar até o dia 27 de junho, tempo necessário para aprovar as principais propostas, inclusive a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Um parlamentar que preferiu o anonimato garante que o motivo para a falta de quórum é a “fragilidade da base de sustentação do Governo, que só age por interesse.” 

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