Crise de identidade faz Xbox One se voltar para público gamer

Apresentação da Microsoft na E3 foi totalmente focada nos jogos

iG Minas Gerais |

“Test drive”. Público experimenta “Super Ultra Dead Rising 3 Arcade Remix Hyper Edition” no estande da Microsoft
Casey Rodgers
“Test drive”. Público experimenta “Super Ultra Dead Rising 3 Arcade Remix Hyper Edition” no estande da Microsoft

LOS ANGELES, EUA. O Xbox One vive uma crise de identidade. Anunciado como uma “central única de entretenimento”, o console está, cada vez mais, se direcionando para o jogador hardcore, mesmo foco do rival PlayStation 4, da Sony. Ao contrário dos anos anteriores, quando o foco eram aspectos técnicos e integração de serviços presentes no Xbox One, a apresentação da Microsoft na E3 deste ano foi centrada nos jogos. Logo no começo, Phil Spencer foi ao palco com uma promessa: “Essa conferência focará somente em futuros jogos para o Xbox One”. Foi mais um indício da virada na imagem do console.  

No mês passado a Microsoft anunciou a venda do Xbox One sem o Kinect, sensor de movimentos da companhia. Em entrevista à reportagem, Yusuf Medhi, chefe de marketing e estratégia de Xbox, explicou a decisão. “Queremos dar escolha ao jogador. Escutamos sugestões dos usuários, conversamos com os desenvolvedores e decidimos que a melhor decisão seria oferecer o Xbox One a um preço mais baixo para quem não quiser o Kinect”, diz Medhi.

Nos Estados Unidos, o custo do Xbox One sem o Kinect é de US$ 399, mesmo preço do PS4. No Brasil, passa a ser R$ 1.999 – R$ 2.199 com o sensor. “Esperamos que isso aumente as vendas e, se o jogador se interessar pelo Kinect, que compre separadamente pela qualidade que ele agrega ao console”, completa o executivo.

Não é a primeira vez que a Microsoft volta atrás em decisões importantes sobre o Xbox One. A empresa também desistiu do bloqueio a jogos usados e da necessidade de conexão permanente à internet, alvo de reclamações de muitos jogadores. Sobre a experiência completa do Xbox One, que inclui a pesquisa na web enquanto o usuário vê TV, o executivo diz não ter data para chegar ao Brasil. “Estamos trabalhando para lançar todas as funções nos países que já receberam o Xbox One, mas ainda não sabemos dizer quando”.

REALIDADE VIRTUAL. Questionado sobre rumores que envolvem o lançamento de um relógio inteligente ou mesmo de um óculos de realidade virtual para o Xbox nos moldes do Oculus Rift, comprado há pouco pelo Facebook, ou do Morpheus, da Sony, Medhi diz que a companhia acompanha de perto o tema, mas que não há planos. “Nós estamos prestando atenção nesse movimento de realidade virtual, claro. Mas não temos nada a dizer agora”.

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