Gelo baiano pode ser retirado

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

A Câmara Municipal da capital realizou ontem uma audiência pública para debater possíveis mudanças nos 18 km de ciclovia na orla da lagoa da Pampulha. Entre os problemas apontados pelos presentes estão a largura das ciclovias, o desgaste na sinalização, a existência de bueiros com grelha vertical e de blocos de concreto separando a ciclovia da rua – chamados de “gelo baiano”.  

Depois do encontro, a BHTrans informou, por meio de nota, que “um estudo de adequação da ciclovia da orla da Pampulha será iniciado após a Copa”. Conforme o supervisor de projetos da autarquia, Mauro Luiz Cardoso, o objetivo é avaliar o custo para alargar a calçada de todo o entorno da lagoa. Segundo o secretário de administração Regional Pampulha, Humberto Abreu Júnior, isso permitiria a integração da ciclovia com o passeio e a retirada dos gelos baianos. Reportagem de O TEMPO publicada no dia 30 de abril mostrou que os blocos de concreto e as pistas estreitas potencializam o risco de acidentes.

Mais alterações. De certo para a ciclovia da orla da lagoa, foi anunciado que um trecho de 500 metros será alargado depois da Copa do Mundo. Segundo Cardoso, a pista na altura da Barragem da Pampulha ganhará novos 2,5 metros. O supervisor explicou que o objetivo é separar o trafego de pedestres e de ciclistas e que, recentemente, toda a pista passou por melhorias e recebeu sinalização horizontal. Dois trechos, totalizando 1 km, também foram alargados, passando de 1,3 para 1,8 metros. Para o integrante do movimento BH em Ciclo Guilherme Tampiere, as melhorias já implementadas são bem-vindas, porém insuficientes. “Elas poderiam ser mais rápidas. Em vários trechos, a largura é muito pequena, impedindo que as pessoas cruzem em sentidos opostos”.

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