Quantidade de quedas supera a de queimaduras

iG Minas Gerais | cristiane grandi |

Os atendimentos a crianças e adolescentes no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, na capital, aumentam 30% na época de férias escolares, segundo o pediatra Silvio Grandinetti, coordenador da urgência e emergência pediátrica da unidade. Ele explica que os casos mais frequentes são os decorrentes de quedas da própria altura, de brinquedos como bicicleta e skate, ou até de lajes.  

Também há muitos casos de atropelamentos e intoxicação por álcool e medicamentos. “A população tem sempre um idoso em casa, e o remédio da vovó é atrativo, colorido. É muito comum tratarmos menores intoxicados com remédios para pressão alta”, exemplifica.

O pediatra explica que, nas férias, os pequenos ficam mais em casa, às vezes supervisionados por outras crianças, de apenas 5 anos, o que facilita a ocorrência de acidentes. “As crianças atualmente são terceirizadas para avós, babás ou escolas, já que os pais precisam trabalhar”, lembra.

Grandinetti ressalta que, nesta época de Copa do Mundo e de festas juninas, são comuns queimaduras com fogos de artifício, que ocasionam queimaduras e chegam a causar traumas nas mãos. Para evitar problemas, o médico aconselha reforçar os cuidados com os menores, que devem ser sempre supervisionados por adultos. “Crianças sozinhas têm muita imaginação”, conclui. 

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